Vizinhos criam horta comunitária urbana

Fotos: Bethânia Nunes/CB /DAPress
Moradores de Brasília se uniram para implementar hortas comunitárias urbanas, nas quadras onde ficam os prédios de apartamentos.
Um grupo de moradores da quadra 206 da Asa Norte decidiu fazer um financiamento coletivo para a produção e conscientização e aproveitamento das áreas verdes, entre os edifícios.
A ideia é utilizar as áreas verdes de forma sustentável, desenvolver um sistema de compostagem e envolver a comunidade através das agricultura urbana são os objetivos do Projeto Re-Ação.
O agricultor Igor Aveline, de 26 anos, é um dos idealizadores.
Ele mora na quadra há 20 anos e conta que a ação partiu do interesse de vários moradores.
“Outras pessoas se juntaram ao grupo e, quando percebemos, já estávamos fazendo reuniões para desenvolver uma forma de fazer com que o projeto fosse aberto e participativo para moradores das demais regiões”, completa.
O projeto Re-Ação teve início há oito meses e conta com a participação ativa de 15 moradores que atuam fazendo mutirões, distribuindo panfletos de conscientização, além de outros trabalhos voluntários.
Financiamento coletivo
O grupo lançou a proposta de um financiamento coletivo em um site. A intenção é arrecadar R$ 15,5 mil, que serão usados na divulgação do projeto, no ensino de técnicas para crianças e adolescentes aprenderem a produzir o próprio alimento, ou parte dele.
Eles também farão um curso de agroecologia para a comunidade, além de oficinas práticas de educação ambiental para crianças.
A região da 206 Norte já é farta em árvores frutíferas.
Por lá é possível encontrar pés de jamelão, de abacate, de jaca e até mandioca.
Avelino relata que, antes de ir ao mercado, costuma chamar o vizinho para dar uma volta na quadra, colher frutas e verduras e só comprar o que faltar.
“O que a gente consome é o mundo que a gente quer, sem degradação da natureza. Os alimentos da agricultura familiar são socialmente justos e economicamente sustentáveis”, afirma o agricultor.
Para ter todos esses alimentos à disposição, moradores e porteiros se dedicaram durante anos ao plantio de mudas. “Existem árvores grandes aqui que eu mesmo plantei. Tenho muito orgulho disso”, destaca.
Por meio do projeto, os idealizadores querem estruturar um sistema produtivo mais independente de irrigação.
“Nos períodos de seca mais intensos podemos incorporar leguminosas e matéria orgânica para ‘descansar’ o solo da horta comunitária e, assim, apresentar sempre alta fertilidade no início das chuvas, conferindo independência de insumos ao nosso sistema produtivo”, explica Aveline.
Com informações do CorreioBraziliense

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