Parque ecológico do Vidigal: prêmio nos EUA

Foto: Fabio Motta/Estadão
O Parque ecológico Sitiê, no alto do Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, será premiado em Detroit, nos EUA, no próximo fim de semana.
O projeto, que está sendo estudado em Harvard, receberá um dos mais respeitados prêmios de arquitetura, urbanismo e design do mundo, o SEED (Design socioeconômico e ambiental, na sigla em inglês), que valida iniciativas que combinam design arrojado e interesse público.
O parque foi aberto onde antes era lixão, com mais de 25 anos de detritos jogados ao ar livre.
Em 2010 eram 16 toneladas de lixo.
Cinco anos depois, a área estava limpa, pronta para ser batizada de Parque Ecológico Sitiê.
A mudança foi feita por moradores da favela junto com um arquiteto formado em Harvard.
Num espaço voltado à contemplação e ao lazer, foi criada uma horta da qual já saíram 700 quilos de legumes, verduras, temperos e frutas, doados à comunidade.
“Não tivemos ajuda de governo. Minha família dizia que eu era maluco, mas acabamos atraindo voluntários, gente daqui e turistas estrangeiros. Depois consegui mudas do Jardim Botânico e fiz o paisagismo, tudo intuitivamente”, conta Mauro Quintanilla, vizinho do antigo lixão, hoje cercado de flores.
Da via principal da favela, chega-se aos 8,5 mil metros quadrados do Sitiê passando por uma escada de 150 degraus feitos de pneus reciclados e unidos por entulho e cimento.
No centro do parque foi erguida uma muralha de 386 pneus e 23 toneladas, que ajuda a conter a água das chuvas, temida por provocar deslizamentos de terra, e que foi pensada também para ser um ponto de encontro dos moradores e palco de atividades culturais.
Hoje o Vidigal tem, pela contagem oficial, cerca de 12 mil habitantes.
Prestes a completar dez anos, a iniciativa ganha fôlego não só com a validação internacional, mas também com o projeto do Instituto Sitiê de Meio Ambiente, Artes e Tecnologia.
O estúdio +D, que tem como slogan “design com propósito”, imaginou uma praça para convivência e prática de esportes, ligada ao Sitiê por meio de uma escadaria adaptada à topografia, um centro de inovação, com biblioteca e aulas de música e artes, e um restaurante, em que os clientes buscariam seus ingredientes na horta do parque.
A ideia é que tudo fique pronto até 2016.
Com informações do Estadão

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