Câncer de pulmão: novo remédio dobra sobrevida

Foto: ThinkStock
Um novo tratamento contra o câncer de pulmão pode mais do que dobrar a sobrevida de alguns pacientes.
Foi o que revelou uma pesquisa feita por cientistas americanos e europeus.
Segundo eles, uma nova droga, chamada Nivolumab, impede que as células cancerígenas se escondam dos sistemas de defesa do corpo humano, deixando o tumor mais vulnerável à ação dos anticorpos.
As descobertas foram publicadas na revista científica American Society of Clinical Oncology e descritas como “uma esperança real para os pacientes”.
O remédio
A Nivolumab faz parte de uma série de drogas chamadas “inibidores de checkpoint” sendo desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos.
O medicamento impede que as células cancerígenas “desliguem” o sistema imunológico, deixando-as vulneráveis ao ataque do próprio corpo humano.
Resultado espetacular
O experimento, conduzido na Europa e nos Estados Unidos, foi realizado em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado e que já haviam recorrido a outros tipos de tratamento.
Aqueles que se submetiam ao tratamento comum viviam, em média, 9,4 meses após iniciar a terapia, enquanto que os que tomavam Nivolumab viviam, em média, mais 12,2 meses.
No entanto, alguns pacientes tiveram um desempenho espetacular. Aqueles com tumores que produziam altos níveis de PD-L1 chegaram a viver por mais 19,4 meses.
Um marco
Os dados foram apresentados pelo laboratório farmacêutico americano Bristol-Myers Squibb.
Responsável pela pesquisa, Luis Paz-Ares, do Hospital Universitario Doce de Octubre, em Madri, na Espanha, disse que “(Os resultados) representam um marco no desenvolvimento de novas opções de tratamento contra o câncer de pulmão”.
“Nivolumab é o primeiro inibidor PD-1 a mostrar um avanço significativo na sobrevivência média na terceira fase do experimento em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado”.
A pesquisa
O estudo foi feito com 582 pessoas.
O câncer de pulmão é o mais letal, matando cerca de 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo.
Como a doença é de difícil tratamento e normalmente tem diagnóstico tardio, as chances de sobrevida do paciente são significativamente reduzidas após a descoberta do tumor.
Com informações da BBC

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