4 formas de conseguir visto para viver nos EUA

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Foto: Thinkstock
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Não vamos polemizar aqui o significado ideológico da frase “Brasil: Ame-o ou deixe-o”, usada no período militar Médici para que permanecesse no país quem apoiava o regime, e saíssem os que se opunham.

O fato hoje é que muita gente está deixando, ou pensando em deixar o Brasil, por causa da crise financeira, dos altos impostos, da violência, e da falta de perspectiva.

O governo estima que 1,2 milhão de brasileiros morem nos Estados Unidos, 730 mil deles sem a documentação apropriada.

Reproduzimos aqui os principais métodos legais, divulgados esta semana na BBC Brasil, usados por advogados e imigrantes brasileiros na Flórida, para se regularizar nos EUA.

  • Visto de investidor (EB-5)

Cada vez mais usado por brasileiros ricos, o visto exige um investimento de US$ 500 mil (R$ 1,8 milhão) e que gere ao menos dez empregos permanentes em áreas rurais ou com desemprego alto. Em locais com desemprego baixo, o valor mínimo é de US$ 1 milhão (R$ 3,6 milhões).
O investimento deve ser feito em negócio próprio ou em fundos autorizados. O visto, que vale para o cônjuge e filhos em idade escolar, é o único em que o imigrante já entra no país como residente, com direito a permanecer por dois anos.
Se nesse período os dez empregos forem mantidos, pode-se pleitear a residência definitiva.

  • Investidor com dupla cidadania (E-2)

Pode ser concedido a brasileiros que também sejam cidadãos de países que mantêm acordo específico sobre o visto com os EUA, entre os quais Itália, Espanha, Alemanha e Japão.
Não há um valor mínimo para o investimento, mas a proposta deve ser aprovada pelo governo americano. O visto deve ser renovado a cada dois anos.

  • Visto de trabalho (H1b)

Pode ser estendido por até cinco anos e deve estar atrelado a um emprego no país. Normalmente é concedido a profissionais qualificados.
O empregador pode solicitar ao governo americano que o funcionário obtenha residência definitiva. O processo leva em média 20 meses.

  • Visto de estudante (F e M)

É usado por quem viaja para intercâmbios, cursos universitários ou estudar inglês. Pode ser estendido a toda a família e renovado sem limites, desde que o aluno progrida academicamente e comprove frequência mínima nas aulas.
Esse visto não permite trabalhar nos EUA e é usado por muitas famílias que queiram fazer um teste, passando uma temporada no país antes de se mudar em definitivo.
Os cônjuges podem se alternar no papel de estudantes: quando o visto de um expira, o outro pode pedir o documento, sem que a família tenha de deixar o país. Também é usado por imigrantes muito ricos que buscam isenção tributária.

Com informações da BBC

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