Beijo funciona como vacina: cria imunidade

Foto: wikimediacommons
Comercial
Por Andréa Fassina, da redação do SóNotíciaBoa
O beijo na boca é mais que gostoso e uma forma de carinho, de amor… Ele pode funcionar como uma vacina sem agulha!
O contato bucal entre duas pessoas ajuda a criar imunidade para várias doenças, como mononucleose infecciosa, hepatite A, caxumba, sarampo e até a gripe.
É o que garante o estomatologista Silvio Boraks, cuja especialidade trata de problemas relacionados à boca, dos mais simples aos extremamente complexos.
“Quando beijam na boca, as pessoas entram em contato com micro-organismos estranhos ao seu organismo, o que provoca a formação de anticorpos. Claro, desde que estejam em bom estado de saúde, sem ferimentos na região e sejam imunocompetentes – ou seja, capazes de produzir respostas imunológicas a antígenos”, explicou Borak ao SóNotíciaBoa.
Motivos
Ele explica que a boca tem um sistema de proteção eficiente, afinal, é a porta de entrada ao organismo humano.
A saliva atua com predominância nesse sistema, através da mucina, proteína que dá viscosidade e protege a mucosa bucal; da ptialina, que inicia o processo de digestão; e das imunoglobulinas, elementos de defesa do organismo.
Herpes
No caso de sapinho e herpes é diferente.
O primeiro, um fungo natural do ser humano, já está presente na flora bucal de todos.
O segundo é um vírus que, em geral, se adquire ainda nos primeiros anos de vida e cerca de 85% a 90% da população mundial o possui de forma latente, ou seja, quase todo mundo é portador.
“Ambos só eclodem quando há uma baixa na imunidade, e não pelo contato físico”, conta o especialista.
O que não significa que sejam inofensivos. Em alguns casos, o vírus da herpes pode chegar até o cérebro se a doença não for tratada.
Já com relação ao sapinho, o problema é a desinformação.
“Há uma tendência em chamar toda manchinha branca na boca de sapinho, quando na realidade pode se tratar de uma leucoplasia, lesão esbranquiçada que precede o câncer e que também não tem nada a ver com beijo”, afirma o Dr. Silvio.
“No final das contas, pouco se sabe da boca”, diz ele, criticando a ideia de que saúde bucal é apenas “escova e pasta dental, dente e gengiva”.
História
Referência no campo no Brasil, Dr. Silvio ajudou a difundir a estomatologia no país no início dos anos 70 e fundou departamentos dedicados ao estudo da disciplina em diversas universidades e hospitais.
A estomatologia atende principalmente pessoas que se enquadram em três grandes grupos: as com doenças bucais propriamente ditas, aquelas que sofrem de problemas de saúde que causam reflexos na região e pacientes com males diversos que necessitam atenção odontológica especial, como diabéticos, cardíacos e os que passam por tratamentos com rádio ou quimioterapia, entre outros.
Então, o beijo na boca está liberado.
Já os cuidados que devem ser tomados no sexo oral, estes são outra história.

Dra. Tatiana da Polilaminina estará no Roda Viva, na estreia de Ernesto Paglia, nesta segunda-feira
Paraplégico fica de pé pela primeira vez 1 mês após injeção da polilaminina; vídeo
Vacina contra dependência de crack e cocaína: Brasil vai começar testes em humanos
União deverá bancar 80% dos remédios contra câncer no SUS, determina o STF
Pesquisadores brasileiros desenvolvem moléculas que matam câncer cerebral
Primeiro tetraplégico que voltou a andar com a polilaminina levanta 20kg na academia; vídeo
Bombeira se aposenta, ganha homenagem e se emociona: “hora de cuidar de mim”; vídeo
Começa Feirão Limpa Nome; veja onde negociar dívidas com 99% de desconto
20 anos sem Gisberta, a brasileira que virou música e obrigou Portugal a combater a transfobia
Criança interrompe missa com gatinho e pede para o padre abençoar o felino; vídeo
Autista, filha de doméstica e pai analfabeto, é aprovada em Medicina: “quebra de ciclo histórico”
Desconhecidos recolhem refrigerantes derramados na pista, devolvem ao motorista e vídeo bate 7 milhões