Cientistas desenvolvem vírus ‘anti-câncer’: regressão de tumores

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Foto: reprodução/ Reuters
Foto: reprodução/ Reuters

Uma boa notícia anunciada por pesquisadores da Argentina poderá significar o fim dos tumores cancerígenos.

Os cientistas modificaram geneticamente o vírus que causa resfriados e conjuntivite e estimularam a força do vírus para combater células tumorais. O vírus, chamado de ‘Oncolytic’, procura matar as células do tumor.

A iniciativa não é nova, investigações científicas sobre imunoterapia tem sido realizadas nos últimos 100 anos. Contudo, os cientistas do Laboratório de Biologia Molecular e Terapia celular em Buenos Aires afirmam que sua a descoberta contribui para o campo médico.

“Nós preparamos um vírus com a capacidade de estudar tudo o que é característico do tumor e para atacar todas as suas células, ou seja, temos uma abordagem bastante diferente para o que foi feito até hoje” diz o médico Osvaldo Podhjacer, chefe do Laboratório molecular e celular na Fundação Instituto Leloir.

A novidade é que o vírus modificado ataca as células de crescimento do tumor.

“A descoberta é interessante já que revela o comportamento das células ao redor do tumor. Atualmente temos uma maior compreensão do que acontece com as células em torno do câncer, que também são modificadas nesse ambiente e começam a se deteriorar”, destaca o professor Lawrence Young, vice-Reitor da Universidade de Warwick.

O professor alerta para o caráter desafiador da pesquisa, que deve considerar as defesas do sistema imunológico no tratamento intensivo dos tumores.

Outro fator positivo citado pelos cientistas é que novas descobertas terapêuticas contra o câncer podem desencadear uma grande dose de esperança e isso pode se traduzir um fundos para pesquisas futuras.

Novas terapias

Em 2015 reguladores dos Estados Unidos e, em seguida, da Agência Europeia de Medicamentos aprovaram o uso de um vírus herpes para tratar melanoma.

A iniciativa abriu caminho para que estas novas modalidades terápicas possam se tornar parte do tratamento do câncer.

Com informações da Reuters

Tradução: Rodrigo Lins, direto da Flórida