Aluno cadeirante cria simulador para condicionamento físico

Um universitário cadeirante decidiu utilizar seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC – para ajudar outras pessoas com deficiência física.
Preocupado com o sedentarismo, provocado pela baixa mobilidade e todas as doenças associadas (diabetes, problemas cardiovasculares, obesidade etc), Rodrigo Vertulo criou uma alternativa para o condicionamento físico de pessoas que precisam utilizar uma cadeira de rodas.
Ele é cientista da computação e estudante de Engenharia Eletrônico no Centro Universitário Fundação Santo André, no ABC Paulista.
Rodrigo desenvolveu o “HapHoop”, nome derivado da abreviação de Haptic Hoop (Aro Háptico).
O projeto é um simulador de cadeira de rodas, portátil, de fácil utilização, que utiliza recursos de realidade virtual e permite aos deficientes que pratiquem atividades físicas em suas próprias casas de forma interativa e divertida.
“Vida é movimento! Mas o que dizer das pessoas com mobilidade reduzida que passam a maior parte do tempo em uma cadeira de rodas? O mesmo também deve se aplicar a elas”, reflete Rodrigo Vertulo.
“Para prevenir problemas de saúde, é preciso estabelecer uma rotina que inclua algum tipo de atividade física. Para os deficientes, as academias não são uma opção viável, porque normalmente não possuem uma infraestrutura adequada”, diz.
“Além disso, as vias públicas e parques nem sempre apresentam boas condições de acessibilidade. O problema é que essas opções forçam essas pessoas a se sentirem como doentes o que é muito frustrante”, alerta Rodrigo.
Com funciona
O simulador é formado por um par de aros móveis que são acoplados à cadeira de rodas por meio de presilhas, que dão a esses aros a capacidade de girarem mantendo o usuário com sua cadeira no mesmo lugar.
Os aros móveis são conectados a um dispositivo eletrônico, semelhante a um console de videogame, que exibe em qualquer aparelho de televisão imagens de um ambiente 3D criado digitalmente.
Esse ambiente pode simular, por exemplo, uma pista de corridas que a pessoa deve percorrer no menor tempo possível girando os aros móveis.
O sistema possui sensores que permitem que o ambiente digital 3D perceba o giro dos aros, dando a impressão ao usuário de estar circulando dentro dele.
Além disso, o simulador conta com o recurso de force feedback, também conhecido como Interface Háptica, uma tecnologia que permite que a pessoa sinta no mundo físico variações que ocorrem no ambiente virtual.
No caso do HapHoop o usuário sente uma maior ou menor resistência ao giro dos aros móveis de acordo com o tipo de terreno que está sendo apresentado no ambiente 3D. Esses recursos propiciam uma grande imersão na atividade física, tornando-a divertida e atraente.
Veja apresentação do projeto feita pelo próprio Rodrigo:
Com informações da FSA

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