Cientistas descobrem anticorpo que freia e reduz Alzheimer

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Uma nova esperança contra o Alzheimer vem da Europa.

Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suiça, desenvolveram um anticorpo capaz de combater e reduzir significativamente o número de placas beta-amilóide em pacientes na fase inicial de Alzheimer. (veja comparação abaixo)

Essas placas, que na verdade são proteínas, prejudicam o bom funcionamento do cérebro e representam um sinal clássico da doença de Alzheimer.

Um ano de tratamento experimental com o anticorpo Aducanumab resultou no desaparecimento quase completo das placas amilóidesnos em pacientes do estudo.

Os resultados foram publicados na revista científica Nature.

Os cientistas disseram depois do tratamento em 165 pacientes com Alzheimer inicial, o declínio cognitivo deles foi atrasado de maneira considerável.

“Embora os pacientes no grupo de placebo tenham exibido um declínio cognitivo significativo, a capacidade cognitiva permaneceu nitidamente mais estável nos doentes que receberam o anticorpo”, diz Roger M. Nitsch, professor do Instituto de Medicina Regenerativa na Universidade de Zurique.

Os efeitos promissores do Aducanumab estão sendo investigados em dois estudos clínicos de maior dimensão em mais de 300 centros em 20 países da América do Norte, Europa e Ásia.

Os estudos estão avaliando a eficácia e a segurança do anticorpo num total de 2.700 pacientes com Alzheimer.
Efeitos no cérebro após 1 ano de diferentes dosagens - Foto: Nature
Efeitos no cérebro após 1 ano de diferentes dosagens – Foto: Nature

Como

Os novos ensaios clínicos da Universidade de Zurique mostraram que o anticorpo Aducanumab, liga-se seletivamente a placas amilóides cerebrais, permitindo assim a remoção das placas.

“O efeito do anticorpo depende da dosagem e da duração do tratamento. Os resultados são muito impressionantes… fazem-nos crer que podemos estar prestes a dar um grande avanço no tratamento do Alzheimer”, diz o professor.

Cautela

É preciso ter cautela e paciência.

As experiências com o anticorpo ainda estão na fase inicial de desenvolvimento.

Não há previsão de quando o tratamento poderá chegar ao público.

Com informações do Boas Notícias e BBC