Exercícios podem reduzir sintomas da “vista cansada”

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Foto: reprodução / TheRegister
Foto: reprodução / TheRegister

Quem passa dos 40 anos sabe bem o que é perder o foco para leitura de letras pequenas: a chamada “vista cansada”.

Com a meia idade, as lentes dos olhos endurecem, tornando-se menos flexíveis. Os músculos dos olhos precisam se esforçar cada vez mais para focalizar esta imagem.

Mas é possível retardar o aparecimento da presbiopia, como é chamado o problema que atrapalha a “visão de perto” e afeta aproximadamente 80% dos adultos, por volta dos 45 anos de idade.

Um estudo publicado no periódico científico Journal of Vision, revela que fazer exercícios de desempenho visual, de forma contínua, pode reduzir os sintomas.

O treinamento

É preciso estimular determinados estímulos com treinos.

O principal mecanismo utilizado é observar imagens, conhecidas como filtros de Gabor, em diferentes situações.

Os filtros de Gabor estimulam, de forma otimizada, a parte do cérebro responsável pela visão.

Grande parte do treinamento envolve a tentativa de observar os filtros colocados entre pequenas distâncias.

O espaçamento entre eles é alterado, o contraste do alvo é reduzido e as imagens são piscadas em uma tela por frações de segundo, dificultando a visualização.

Polêmica

Alguns especialistas expressaram ceticismo quanto a eficácia, mas outra série de estudos forneceu provas de que ele pode melhorar a acuidade visual, sensibilidade ao contraste e velocidade de leitura.

Um estudo, publicado na revista Nature, também examinou funções do próprio olho e descobriu que nenhuma dessas melhorias se deram por conta de alterações oculares, mas sim do cérebro.

Uma pesquisa publicada no periódico Psychological Science treinou 16 adultos em idade universitária e 16 adultos mais velhos, por volta de 71 anos, com exercícios com filtros de Gabor por 1,5 hora por dia durante sete dias.

Após o treinamento, a capacidade dos adultos mais velhos de enxergar imagens de baixo contraste melhorou.

De acordo com informações do The New York Times, alguns dos pesquisadores destes estudos foram apontados como beneficiários financeiros de um aplicativo que oferece um programa com os treinos para enxergar melhor, o GlassesOff.

Com informações da Veja