Sangue de cordão umbilical faz memória melhorar

Cientistas da Universidade de Stanford, EUA, descobriram que uma injeção de plasma sanguíneo do cordão umbilical de um bebê humano fez recuperar a memória e outras funções cerebrais de ratinhos de laboratórios idosos.
A novidade, que tem potencial para tratar o Alzheimer, saiu na revista Nature na semana passada.
A recuperação das lembranças dos ratos aconteceu por causa da proteína TIMP2, que está presente nos primeiros anos de vida do ser humano.
A proteína não incentiva a regeneração de áreas do hipocampo que já estão destruídas – o que ela faz é aumentar o número de conexões entre os neurônios que ainda existem.
Esta é a primeira vez que a terapia exótica dá certo entre mamíferos de espécies diferentes, ou seja, entre ratos e homens.
Estudos anteriores já haviam comprovado os efeitos benéficos de sangue de ratos novos no cérebro de roedores mais velhos.
Como
No laboratório, a equipe do neurocientista Joseph Castellano, da Universidade de Stanford, injetou o plasma sanguíneo de seres humanos de várias idades em ratos velhinhos, com problemas de memória e cognição.
Os anciãos eleitos para a experiência foram os que, antes do tratamento, falharam em dois testes: um era escapar de um labirinto. O outro, lembrar da localização de máquinas que davam pequenos choques – e evitar uma trombada desagradável com elas.
O artigo publicado na revista Nature, mostra que o número de conexões entre o hipocampo e as demais partes do cérebro aumentou apenas nos ratos que receberam injeções de cordão umbilical.
O hipocampo é a região do cérebro responsável pela memória de curto prazo, e sua degeneração está por trás de doenças como o Alzheimer.
Ainda não há uma explicação para os resultados.
A proteína TIMP2, em princípio, não está associada a memória dos mamíferos, e é bem provável que tenha atuado de maneira indireta sobre o cérebro dos pequenos animais. Ela teria incentivado o metabolismo, ou o sistema imunológico.
A análise é de pesquisadores – que não participaram do estudo – entrevistados pela Nature.
Para ter certeza de que a TIMP2 era mesmo a responsável pela recuperação, a equipe de Castellano também injetou plasma sem essa proteína específica nos ratos – e eles ficaram na estaca zero.
Nos animais, a TIMP2 é responsável pela manutenção da matriz extracelular – a massa de colágeno e outras substâncias que preenche o “espaço” entre as células.
Em humanos
Os cientistas dizem que ainda é cedo para pensar em injeções de TIMP2 como tratamento para doenças neurodegenerativas.
Eles afirmam que serão necessários anos de pesquisa e desenvolvimento para entender como e porque ela funciona.

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