EUA criam superantibiótico para acabar com superbactérias

Na luta contra as superbactérias, cientistas dos EUA criaram um superantibiótico mil vezes mais potente, para acabar com os microorganismos perigosos que provocam a morte de pessoas em hospitais do mundo inteiro.
Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Scripps reformularam e fizeram uma nova versão da vancomicina para ser ultrarresistente.
“A vancomicina é um antibiótico usado como último recurso em algumas infecções sérias. Havia muita preocupação de que as bactérias estavam se tornando resistentes a ele”, disse o professor Nigel Brown, da Sociedade de Microbiologia
A pesquisa, publicada na revista científica PNAS, diz que a nova droga combate as bactérias de três formas diferentes e reduz suas chances de defesa.
Eles fizeram algumas mudanças estratégicas na estrutura molecular da droga antiga para torná-la mais eficaz em atacar a bactéria na destruição de paredes celulares.
“Nós fizemos uma mudança na molécula da droga que supera a atual resistência à vancomicina. Depois disso, adicionamos à molécula duas mudanças que, incorporadas a ela, criam duas novas formas de matar a bactéria. Então o antibiótico tem três mecanismos diferentes de matar a bactéria”, explicou Dale Boger, responsável pela pesquisa.
Resistência
“A resistência a esse antibiótico pode ser muito difícil de aparecer. Então a molécula é desenvolvida especificamente para lidar com o surgimento dessa resistência”, completou.
O antibiótico modificado foi capaz de matar amostras de ERV em laboratório e ainda assim reter quase todo o potencial depois de 50 exposições à bactéria.
“Os organismos não conseguem lidar com o trabalho de ter que encontrar três formas diferentes de combater e se livrar dos mecanismos de ação. Mesmo que encontrassem a solução para se livrar de um deles, ainda restariam dois para matá-los. Os médicos podem usar essa versão modificada da vancomicina sem medo de que a resistência apareça”, diz Boger.
Para o professor Nigel Brown, da Sociedade de Microbiologia, “essa modificação pode ser muito importante”.
Vancomicina
Especialistas vêm alertando que estamos nos aproximando da “era pós-antibióticos”, na qual algumas infecções podem se tornar intratáveis.
Uma dessas infecções difíceis de combater é a causada pelo enterococcus resistente à vancomicina (ERV).
Ela é encontrada em hospitais, pode provocar feridas perigosas e infecções na corrente sanguínea e é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma das bactérias resistentes a medicamentos que mais ameaça a saúde humana.
Alguns antibióticos ainda funcionam contra o ERV, mas a vancomicina, criada há 60 anos, já é impotente para o tratamento. Por isso, os cientistas do Instituto Scripps estão tentando renovar o antibiótico para tentar restaurar a sua capacidade de matar a bactéria.
Os pesquisadores afirmam que o medicamento – ainda não testado em animais ou humanos – estará disponível para uso dentro de cinco anos caso seja aprovado em novos testes.
Com informações da BBC

Remédio contra colesterol reduz risco de infarto em 30%, revela estudo
Vitamina B3 pode reverter gordura no fígado, descobrem cientistas
Primeiro porco clonado no Brasil nasce em SP e pode salvar milhares de vidas humanas
Exame de sangue brasileiro que detecta câncer de mama em estágio inicial chegará ao SUS
Mounjaro em pílula é aprovado nos EUA; chega de injeção
Transfusão inédita salva vida de onça-pintada e ganha repercussão internacional
Coelhinho resgatado aprende a jogar Jenga e vira campeão; vídeo
Tratamento contra câncer de mama que não cai cabelo já está disponível no SUS
Homem que vive na rua escreve bilhete pedindo ajuda para tratar cachorrinho doente… e consegue
Mulher “adota” idosa viúva que mudou de cidade sozinha: “anjos existem”
“Deus salvou a gente”, diz motorista de carro atingido por árvore durante tempestade
Menino de 8 anos comemora vitória contra o câncer dançando e dando pirueta; video