Exercício do perdão: como ela virou amiga do assassino do pai

A notícia boa aqui é o perdão. E nesse caso um perdão impossível pra maioria das pessoas. Como alguém consegue perdoar o assassino do próprio pai e ainda se tornar amigo dele?
Foi o que aconteceu com a canadense Margot von Sluytman. Em 1978, quando ela era adolescente, o pai dela, Theodore, foi morto durante um assalto à loja em que trabalhava.
Glen Flett, um dos assaltantes, apertou o gatilho. Anos mais tarde, ele se arrependeu. E fez contato com Margot Deppis do gesto nasceu uma extraordinária amizade.
“Sinto a dor. E também sinto uma dor intensa por… (começa a chorar) por Glen. Porque acho que deve ser muito difícil viver com essa dor”, disse Glen Flett à BBC.
Enquanto Margot vivia o luto pela morte do pai, Glen foi preso e condenado por assassinato. Anos se passaram.
Na prisão, Glen passou a praticar o cristianismo. Começou a refletir sobre a vida que tinha destruído, o mal que causou. Ele disse que vivia atormentado pelo remorso.
A aproximação
Quando Glen saiu da cadeia, um amigo de Glen leu um artigo sobre Margot.
Ja formada, ela era poeta e tinha acabado de ganhar um prêmio. Glen e sua esposa decidiram fazer uma doação anônima pela internet em apoio ao trabalho dela.
“Três horas mais tarde, recebemos um e-mail”, conta Glen.
“Você é casada com o Glen Flett, o homem que matou meu pai na segunda-feira de Páscoa, dia 27 de março de 1978?”, dizia a mensagem.
“Fiquei apavorado. Não sabia o que pensar”, conta Glen.
Foi assim que teve início um diálogo entre Margot e o homem que matou seu pai.
Em resposta, a esposa de Glen escreveu: “Vimos o seu trabalho, não queríamos fazer mal a você”.
“Não me fizeram mal. Vou mandar alguns livros para vocês”, respondeu Margot. “Você se importaria em pedir ao seu marido que me faça um pedido de desculpas?”
O Perdão
“Na manhã seguinte, encontrei uma carta curta, respeitosa e simples me pedindo desculpas. A partir daí, começamos a conversar. O que eu queria saber era: por quê? E também quais tinham sido as últimas palavras do meu pai.”
“Trocávamos e-mails, eu tinha milhões de perguntas. Ele respondeu todas. No final, ele disse que precisava me encontrar. Voei para British Columbia, onde Glen vive. E nos encontramos.”
“Não sabia como ela era, mas eu conhecia Margot. Tínhamos uma conexão forte nos nossos corações. Falei de coisas que eu sentia a respeito do que havia acontecido, coisas profundas, que nunca havia dito a ninguém.”
“Ela saiu do carro e perguntou ‘Glen Flett?’ Nos abraçamos e começamos a chorar. Conversamos e caminhamos durante uma hora e depois fomos para a minha casa, onde ele conheceu minha filha, Victoria, que tem nove anos.
Paradoxo
Desde então, Margot e Glen já se encontraram várias vezes e conversam com frequência pelas redes sociais.
Encontrar Glen “me ajudou de uma maneira profunda”, diz Margot. “Somos muito amigos. Dizemos ‘eu te amo’ um ao outro. Sei que para algumas pessoas é muito complicado ouvir isso.”
De fato. Perdoar, sim, dizem alguns, mas amizade? Não acaba reabrindo a ferida?
“Não”, responde Margot. “É muito bonito. Porque é um paradoxo.”
“(Aos que perguntam por quê?) respondo: Porque é a coisa certa. É a coisa certa para mim. É a coisa certa para Glen. Sinto que meu pai está sendo celebrado. Minha mãe está sendo celebrada, os pais de Glen estão sendo celebrados. Toda a dor deles não é em vão. Temos esperança. Amor. Possibilidades. E temos diálogo.”
Com informações da BBC

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