Vírus da zika mata tumores cerebrais, descobrem cientistas

A ligação entre o vírus zika e o cérebro é muito maior do que se imaginava.
Uma injeção aplicada diretamente num tumor cerebral matou células-tronco de câncer em cobaias.
O estudo foi publicado nesta terça-feira no The Journal of Experimental Medicine.
Na prática, o que os cientistas da Universidade de Washington descobriram é que o zika – que pode provocar anomalias em crianças como a microcefalia – também pode destruir células cancerígenas.
Entre elas a do glioblastoma, um tipo de câncer que se espalha rapidamente, invadindo o tecido normal do cérebro. Esse pacientes geralmente morrem até um ano após o diagnóstico.
Neste caso, o tratamento envolve radioterapia e quimioterapia, mas sem efeitos eficazes e a doença volta seis meses depois.
Foi por isso que cientistas, ao verem a ação no cérebro de crianças, se perguntaram se o zika não poderia usado para exterminar células-tronco de tumores cerebrais.
Pela não-letalidade em adultos, o vírus poderia ser uma espécie de terapia-avo.
“Nós nos questionamos se a preferência do vírus zika por células neurais poderia ser usada contra as células do glioblastoma”, diz Michael Diamond, pesquisador da Universidade de Washington, em nota.
Testes
Para testar, pesquisadores dividiram cobaias com glioblastoma em dois grupos: 18 camundongos foram infectados com o vírus zika e outros 15 receberam solução salina sem vírus ativos.
As injeções foram aplicadas direto no tumor.
Nas cobaias que receberam o vírus zika houve diminuição do tumor prolongando a vida dos animais.
Após novos testes, os cientistas infectaram camundongos com amostras mais fracas de zika e mesmo assim ele foi capaz de matar as células cancerígenas, o que garante mais segurança num possível tratamento em humanos.
Humanos
O próximo passo dos pesquisadores é realizar testes pré-clínicos para verificar como o organismo humano reage à infecção controlada do zika em terapias.
Os cientistas já sabem que qualquer tratamento com o zika deverá ser feito durante a cirurgia, para que a injeção seja aplicada diretamente nas células tumorais, para evitar que outra parte do corpo bloqueie o vírus por causa do sistema imune.
Com informações do G1

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