Brasiliense ouve filha de 6 anos pela 1ª vez após implante. Assista!

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Foto: Reprodução YouTube
Foto: Reprodução YouTube

Emoção ao ouvir a filha pela primeira vez aos 35 anos, depois de passar uma vida inteira no silêncio absoluto.

As imagens do momento em que o educador físico de Brasília, Eduardo Favoro, começa a ouvir, após um implante coclear, estão fazendo sucesso na web.

Eduardo teve meningite com 1 ano e 8 meses e sofria de surdez profunda nos dois ouvidos.

Ele ignorou o que os médicos diziam de que o caso dele era irreversível e decidiu arriscar.

O resultado foi a cena emocionante com a filha Maria Eduarda de 6 anos. Ele também ouviu a mãe e a mulher.

Na gravação, Favaro se empolga ao perceber o som do coração. “Pode aumentar um pouco!”, diz.

Sonho

O rapaz conta que, como não havia surdos na família, sempre teve vontade de ouvir como os familiares.

Ele passou por uma série de tratamentos na infância e aprendeu a ler, escrever e falar, mesmo tendo quase nada de audição.

Favaro conta, porém, que isso não o contentava.

Por causa da meningite, ele desenvolveu ossificação na parte interna do ouvido e os médicos se recusavam a operá-lo.

Foi então que ele conheceu o otorrinolaringologista Dr. Bahmad Fayes, o único que deu esperança para Eduardo realizar a cirurgia.

“Tive resposta de todos os 22 eletrodos, que são colocados dentro da cóclea. Fiz somente de um lado, o direito. Aguardei ansioso o período de cicatrização e no dia 17 de novembro fiz a ativação.”

Primeiros sons

O educador físico conseguiu captar os sons já no primeiro momento.

De acordo com o otorrinolaringologista Fayez Bahmad, o procedimento muda completamente a vida do paciente.

“Ele tinha uma ossificação parcial do órgão auditivo. Isso, para muitas equipes cirurgias, era entendido como uma impossibilidade da operação”, disse Bahmad.

“Eduardo foi submetido a uma cirurgia para portadores de ossificação coclear. Foi desenvolvido um eletrodo especial, foi feito todo um planejamento prévio, com desenvolvimento de um implante coclear específico para ele.”

A cirurgia, segundo o otorrinolaringologista, dura entre duas e quatro horas e, em geral, os pacientes já podem ter alta no dia seguinte.

A ativação do implante só ocorre após um mês, por causa da cicatrização. E não é necessário trocar o aparelho ao longo da vida.

O procedimento é bancado pelos planos de saúde e pelo SUS.

O médico faz, em média, 30 procedimentos do tipo por ano, no Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia.

Veja como foi:

Com informações do G1