Cientista da USP cria creme natural para combater acnes

Uma pesquisadora brasileira criou uma emulsão natural capaz de atuar no tratamento da acne grau 1, a manifestação mais leve da doença,
O creme, à base de óleos de buriti, urucum e cenoura foi testado nos laboratórios da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, na pesquisa de mestrado da farmacêutica Elizabeth Ramos Romero.
Elizabeth testou com sucesso dois tipos de emulsões diretamente nos microrganismos responsáveis pela infecção: o staphyloccocus epidermidis e o propinonibacterium acnes.
O desenvolvimento da formulação foi feito com a metodologia de diagrama ternário, usada pelos pesquisadores para determinar as proporções dos componentes.
Os testes foram feitos in vitro e as emulsões foram aplicadas por microdiluição de microplaca, comparando seus efeitos com apresentações comerciais do Brasil e da Colômbia indicadas para o tratamento da acne.
“Uma das emulsões continha apenas os óleos de buriti, urucum e de cenoura, enquanto a outra formulação foi feita com os óleos e ácido salicílico, medicamnto já utilizado no combate à acne”, disse a pesquisadora.
O resultado é que a formulação dos óleos acrescida do ácido têm um efeito bacteriostático, ou seja, freou a proliferação do staphyloccocus epidermidis, que é o microrganismo mais predominante na acne.
“Ainda serão necessários novos estudos para combater o propinonibacterium acnes”, explica Elizabeth.
Evolução da acne
A pesquisadora conta que o sucesso da emulsão se deu com a doença em seu grau 1.
“A acne em seu estágio inicial tem como principais sintomas os comedões, mais conhecidos como cravos, mas sem lesões inflamatórias”, descreve.
Em seu grau 2, a doença tem como sintomas, além dos comedões, pápulas e pústulas, que são elevações causadas na pele por reações inflamatórias que podem conter pus.
“No caso do grau 3, além dos comedões e espinhas, pode-se observar lesões císticas já maiores”, observa Elizabeth.
Alimentação
O trabalho foi embasado em estudos anteriores, principalmente indianos, em que foram constatados efeitos positivos de compostos antioxidantes e fenóis contra microrganismos.
O estudo também contou com a colaboração de cientistas da Universidade de Antioquia, em Medellín, na Colômbia, onde os óleos foram caracterizados para determinar suas capacidades antioxidantes.
“Os óleos apresentaram, justamente, como principais componentes, antioxidantes e fenóis em suas composições”, conta a pesquisadora.
Testes em humanos
As pesquisas de Elizabeth tiveram início em 2014 e todos os testes foram feitos, segundo ela, seguindo a guia de estabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A pesquisadora acredita que num prazo de seis meses a um ano já poderão ser realizados testes em humanos.
O estudo foi concluído em abril de 2017, sob orientação do professor Pedro Alves da Rocha Filho, da FCFRP da USP.
Com informações do JornalDaUsp

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