Como ser feliz em 5 passos simples. Professora de Yale ensina

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Foto: Pixabay
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Como ser feliz em 5 passos simples. É o que ensina a professora do curso mais popular na Universidade de Yale, nos EUA.

Em 3 séculos, a disciplina teve mais de 1.200 alunos matriculados, como divulgamos aqui no SóNotíciaBoa.

A professora americana Laurie Santos, com ascendentes em Cabo Verde, na África, dá aula de “psicologia e boa vida”.

“A ciência nos mostrou que ser feliz requer um esforço intencional”, diz Laurie.

Ela baseia sua didática na psicologia positiva, que é a área responsável por estudar a felicidade.

“Não é algo que você simplesmente possa fazer. Tem que praticar para ser cada vez melhor”.

A ideia é reprogramar os próprios hábitos para conquistar uma vida mais saudável e satisfatória.

Veja os 5 passos com técnicas simples que os alunos de Laurie têm de cumprir para serem mais felizes:

1. Lista da gratidão

Durante uma semana, todas as noites, os alunos devem escrever as coisas pelas quais eles se sentem gratos.

Eles criam sua lista da gratidão, com agradecimentos a pessoas e instituições e reconhecendo as próprias conquistas pessoais ou experiências de vida.

“Parece bem simples. Vimos que aqueles que fazem este exercício regularmente tendem a ser mais felizes”, diz Santos.

2. Dormir mais e melhor

O desafio é dormir 8 horas por noite por uma semana.

“Parece bobo, mas sabemos que o aumento do sono diminui a depressão e aumenta a atitude positiva”, diz.

Segundo Laurie, esse exercício é muito difícil para seus alunos, já que em Yale eles devem cumprir uma grande quantidade de tarefas.

3. Meditar

A tarefa consiste em meditar 10 minutos por dia.

A professora explica que os estudos mostram que a meditação e outras práticas que aumentam a atenção plena podem ajudar as pessoas a serem mais felizes.

4. Ter mais tempo com a família e amigos

Laurie também menciona que a pesquisa mostrou que as coisas que normalmente trazem felicidades têm a ver com relacionamentos interpessoais e conexões sociais.

“Tenha tempo para estar com seus amigos e sua família, aproveitar o momento, estar consciente e conhecer o mundo”, afirma.

Dinheiro não é o mais importante.

“Muitas vezes, relacionamos a riqueza com a quantidade de dinheiro que temos”, explica Santos, “mas a pesquisa mostrou que o sentimento está mais relacionado com quanto tempo você tem”.

“Se você está sacrificando seu tempo para trabalhar mais e ganhar mais dinheiro, isso não é um bom comportamento. Seria melhor aumentar a quantidade de tempo livre que você tem”, conclui a professora.

5. Usar menos redes sociais e mais conexões reais

Para Laurie, também é importante não se deixar enganar pelas sensações de satisfação oferecidas pelas redes sociais.

“A pesquisa mostra que as pessoas que mais usam redes, como o Instagram, tendem a ser menos felizes do que aquelas que as usam menos. Isso significa que essas redes sociais não estão nos tornando tão felizes quanto pensamos”.

Aparentemente, o grau e a profundidade da interação nessas plataformas não supre a necessidade de sociabilidade, além de consumir tempo que poderia ser mais bem empregado com outras atividades que também produzem felicidade.

“Você precisa se desconectar das redes sociais e dormir um pouco mais”, sugere a especialista.

 

Foto: Schirin Rangnick/Universidade de Yale
Laurie Santos – Foto: Schirin Rangnick/Universidade de Yale

Com informações da BBC