Mulher supera depressão, desemprego, emagrece e fica sarada

Desemprego, depressão e 45kg. Sabe quando parece que tudo chega junto, numa pancada só?
Mas Paula Edo, de 37 anos, reagiu e mudou de vida com ajuda do programa de emagrecimento desenvolvido por um posto de saúde de Campinas, no interior de São Paulo.
Ela trocou o corpo de 113kg por este enxuto, de 68kg, em um ano e meio.
Uma luta, pra quem engordou em dois anos, após o desemprego e a obra do apartamento embargada.
Além de entrar em depressão, Paula estava sedentária, com dores pelo corpo e na “porta do diabetes”.
A administradora conta que não percebeu o ganho de peso ao longo dos anos e, afundada numa depressão, agia no “piloto automático”, mesmo com a necessidade constante de mudar as peças de roupa pelo tamanho.
“Eu vestia 42, pulei para o 48 e cheguei a comprar calça 52, mas nem me enxergava.”
A virada
O gatilho para começar as mudanças surgiu quando o médico disse que Paula estava pré-diabética.
“Ele falou que eu estava com a saúde de uma pessoa de 50 anos. Fiquei assustada.”
Por indicação de uma amiga, que é agente de saúde, a administradora conheceu, em 2015, o programa de emagrecimento Viva Leve, realizado em parceria pela nutricionista Maria Alice Codarin e pela psicóloga Fernanda Gregório no posto de saúde do bairro Taquaral, em Campinas (SP).
O programa consiste em reuniões semanais, por quatro meses, que incute nos participantes uma nova visão sobre a relação delas com a comida.
“Aprendi a descobrir o que é fome, o que é vontade de comer. Foi lá que fui orientada a ler rótulos dos alimentos, a fazer a reeducação alimentar mesmo”, explica.
Como
Com a ajuda do Viva Leve, Paula trocou enlatados e congelados por comida fresca, com muitas verduras e legumes, e uma nova rotina de alimentação e exercícios físicos.
“Às vezes a gente pensa que sabe o que está fazendo, que está agindo certo, e que algumas orientações são até bobas. Mas aprendi a não comer em pé, não comer correndo e nem na frente da televisão”, destaca.
Luta contra a balança
Desemprego e Depressão
A falência da empresa onde trabalhava significou o desemprego.
Ela também viu a obra do apartamento onde iria morar com o futuro marido ser embargada.
A tristeza tomou conta, a depressão minou suas forças e o peso foi consequência.
“Comia chocolate, bombom, pé de moleque. O doce mais porcaria que tivesse eu queria. Sorvete e bolacha recheada não faltava na minha casa. Cozinhava muito pouco. A maioria das refeições tinha lasanha congelada, pizza, salsicha.”
Foi preciso aceitar que estava tudo errado para Paula começar a mudar de vida.
Exercícios
Paula Edo aliou a mudança na alimentação com a rotina de exercícios físicos.
Mais do que acelerar o processo de emagrecimento, a prática regular de atividade física devolveu sua disposição.
“Eu era uma pessoa ofegante, mal conseguia andar um quarteirão, tudo doía. Levantar da cama era dolorido”, revela.
Durante a participação no programa Viva Leve, além da palestra, o grupo costuma caminhar.
Atualmente, os participantes se reúnem na Lagoa do Taquaral.
Aquilo foi apenas o estopim para Paula que, matriculada em uma academia de Campinas, raramente dava as caras por lá.
“Acabei me desafiando e até hoje vou quase todos os dias. Ajudou e muito a acelerar o processo. Hoje sou mais disposta. Corro sete, oito quilômetros”, garante Paula Edo, que só deixa de frequentar a academia aos domingos.
Transformação
A mudança radical devolveu a autoestima para a administradora.
“Você fica prisioneiro de si mesmo e por muito tempo pensei que ainda tinha aquele corpo, aquele peso. Quando fui comprar uma calça, experimentei a 44, e ficou larga. Testei a 42, a mesma coisa. Quando vesti a 40, foi uma alegria só.”
Com 1,72m de altura e 68kg, Paula está mais ‘sarada’ do que era no tempo anterior aos problemas e a obesidade. O ganho de músculos ajudou no processo.
Hoje, guarda algumas peças de roupa como recordação e para relembrar como venceu tudo isso.
Paula faz questão de espalhar a quem pode sua história, de contar que perdeu 45kg, na tentativa de ser referência para quem sofre dos males da obesidade.
“Quando eu estava nesse processo de emagrecimento, tinha uma ansiedade de ver alguém que tivesse emagrecido para eu saber que era real, que era possível”, conta.
“Quando eu falo para a pessoa que é possível perder peso sem cirurgia, só com alimentação e exercícios, eu vejo nos olhos que ela se emociona. Eu me emociono! Eu sei que é uma necessidade ter uma referência. É difícil”, explica.
Com informações do G1

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