Aluno de escola pública é 3 vezes ouro em olimpíada de matemática

Com apenas 14 anos, Leonardo Lima Silva já tem quatro medalhas apenas na OBMEP, Olimpíada Brasileira de Matemática e Física, três delas de ouro.
A mais recente ele recebeu na semana passada em Campina Grande, a primeira da história da cidade do Agreste. O jovem mora na comunidade do Timbó, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, na Paraíba.
Leonardo é aluno de escola pública integral e se dedica dia e noite aos estudados.
De 2015 a 2017, foi três vezes campeão da Olimpíada Brasileira de Matemática, logo depois de, em 2014, ganhar a medalha de bronze.
Sem a mãe
O menino é criado pela irmã Letícia Valério, de 27 anos. A mãe deles, Maria da Conceição, morreu em 2016 vítima de câncer. Ela tinha apenas 43 anos.
Conceição foi e ainda é a principal responsável pelas conquistas do filho, com incentivo e com o exemplo. Ela concluiu o ensino fundamental em 2011, pelo Ensino de Jovens e Adultos, já perto dos seus 40 anos.
“O papel de uma mãe na vida de um filho é extremamente importante. Minha mãe foi uma das pessoas que sempre me incentivaram a buscar o que eu queria e batalhar para conseguir. Eu encontrava nela um alívio quando me via mais desafiado que o normal pelos diversos conflitos que temos em nossas vidas”, disse o jovem ao G1.
As conquistas
As conquista de Leonardo começaram a chegar em 2014, por meio de um professor de matemática.
“Sempre fui muito apegado e curioso em relação à matemática”, confessa. A olimpíada, portanto, apareceu como um caminho aberto, uma oportunidade para conhecer de perto a realidade dos números.
“Aquele estilo de prova fez com que eu tivesse um crescimento de aptidão para ir atrás de como a matemática pode nos transformar”, declara Léo.
Na primeira experiência, passou para segunda fase e conseguiu a primeira medalha na OMBEP, cor bronze, mas tinha a alegria de um ouro.
A partir desse momento, encontrou na matemática uma novo paixão.
Quando soube que havia uma cerimônia no Rio de Janeiro somente para os medalhistas de ouro, prometeu a si mesmo que focaria em busca de um. E assim foi. A matemática ajudou Léo a ganhar o mundo. E ele foi.
A última medalha, referente a prova de 2017, deve receber ainda este ano.
“As conquistas significam um sentimento de dever cumprido. Apesar dele ter só 14 anos, ele está bem ciente qual caminho seguir, é muito esperto e inteligente, tem opinião própria e tem humildade”, declara a irmã Letícia.
A infância, conforme conta Letícia, foi diferente das outras crianças. “Cresci cuidando dos meus irmãos. A gente vivia de roupas que minha mãe ganhava. Isso me fez crescer muito”, conta.
“Passamos por muita coisa na nossa família, poderia dizer que hoje estamos no céu, mas a falta dela é inevitável”, lamenta.
Com informações do G1

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