Cérebro produz neurônios na velhice: esperança contra Alzheimer

Uma descoberta pode revolucionar o tratamento com novas terapias contra o Alzheimer.
Cientistas da espanhóis, do Departamento de Biologia Molecular da Faculdade de Ciências de Madri, descobriram que o cérebro é capaz de produzir neurônios mesmo na velhice.
Na pesquisa divulgada pela a Revista Nature foram analisadas amostras de tecido cerebral de pessoas que já haviam morrido, todas com idades entre 43 e 87 anos.
Os pesquisadores notaram a presença de neurônios recém-nascidos e uma pequena variação da neurogênese, processo pelo qual nosso neurônio é produzido.
A pesquisa se concentrou em analisar o hipocampo, a área da massa cinzenta, responsável por guardar e recuperar nossas memórias e também, a região mais afetada pelo Alzheimer.
É graças a ele que lembramos dos nossos pratos favoritos da infância, da sensação de começar um novo ano escolar ou de como foi incrível a primeira excursão com os colegas de classe.
Testes
Para analisar como a neurogênese se dá entre os adultos e idosos que sofrem com essa doença cognitiva, os estudiosos da Espanha também analisaram pedaços do hipocampo de indivíduos entre 52 e 97 anos de idade que tinham o problema quando estavam vivos.
Como era de se esperar, eles apresentavam uma queda acentuada e progressiva na geração de novos neurônios.
O desafio da ciência é descobrir maneiras de reverter esse declínio e, consequentemente, frear o Alzheimer.
As principais terapias estudadas até agora focam em impedir o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro de pessoas com a doença.
Ela se amontoa em grandes quantidades na massa cinzenta e impede a comunicação entre os neurônios, além de contribuir para a morte deles.
Até agora, nenhum medicamento desenvolvido foi bem-sucedido.
Os cientistas espanhóis acreditam que esse novo trabalho chama atenção para o que outras pesquisas já vêm alertando: é preciso mudar o alvo.
Talvez o caminho para vencer o Alzheimer não seja bloquear a beta-amiloide, mas encontrar alternativas.
Para isso, é essencial seguir investigando o que acontece no nosso cérebro.
Com informações da Super
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