Brasileiro viajou para a China pra levar 30 mil máscaras: coronavirús

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Solidariedade! O engenheiro brasileiro Felipe Coelho aceitou ser voluntário e arriscar a própria vida para levar 30 mil máscaras e ajudar pessoas na China, na prevenção ao Coronavírus.

Ele chegou ao epicentro da epidemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, na última sexta-feira e volta ao Brasil no próximo dia 3.

Funcionário de uma empresa chinesa com filial em Campinas, no interior de São Paulo, Felipe enfrentou 50 horas de viagem de avião para levar proteção a famílias de parentes, conhecidos e donos da matriz da empresa, porque as máscaras acabaram em Shenzen.

Ele está em um hotel. Felipe não tira a máscara do rosto e trata a viagem arriscada como uma “missão”.

“A missão, em si, é muito legal. Trazer máscaras para quem não tem acesso. Elas acabaram na China. Eu vejo crianças de dois, três anos usando máscaras e, como pai, fico bastante pensativo em relação a isso”, contou Felipe Coelho pela internet ao G1.

Motivo

A filial no Brasil comprou as máscaras em farmácias da região de Campinas e como o tempo para entrega por empresas por transporte era longo, os donos da companhia fizeram o convite para Felipe viajar para Shenzen.

Ele é o único funcionário da companhia com visto para a China e foi responsável por levar na bagagem as máscaras para colegas, parentes e conhecidos dos empresários.

“É a quarta vez que estou na China, e dessa vez foi diferente de todas… Como o tempo para a entrega era longo, eles decidiram pagar excesso de bagagem para eu levar por voo”, conta.

Ele tem consciência de que faz um trabalho arriscado e disse que quando chegar ao Brasil ficará em quarentena, sem contato com os filhos: “Para garantir que eu estou limpo”, afirmou.

Felipe conta que a empresa montou um esquema de segurança para que ele apenas levasse as máscaras, sem necessidade de fazer contato com as pessoas da cidade.

O que ele viu

Felipe chegou na China na última segunda-feira e registrou em vídeo o esquema de segurança na região.

Todos os carros são parados nos pedágios para que os passageiros passem por controle de temperatura.

Ao sair para comprar uma água nas ruas de Shenzen, por exemplo, ele se deparou com ruas vazias.

A cidade contabiliza 417 casos da doença. As escolas estão fechadas.

Felipe Coelho (centro) - Foto: Reprodução/EPTV
Felipe Coelho (centro) – Foto: Reprodução/EPTV

Com informações do G1

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