Brasileira ‘curada’ visita hospitais e asilos há 10 anos pra levar esperança

Uma brasileira de Itajaí, Santa Catarina, visita hospitais e asilos da cidade há 10 anos para levar incentivo, esperança e mimos às pessoas internadas.
Marlete Damásio, de 43 anos, é gestora em cobrança, mas nas horas vagas, leva corações e anjos com brilho – que ela mesma faz – e vai conversar com quem está na cama, sozinho, precisando de uma palavra amiga.
Marlete faz esse trabalho solidário desde que se tratou e melhorou de Lupus Eritimatoso Sistêmico, uma doença autoimune inflamatória causada quando o sistema imunológico ataca seus próprios tecidos. Hoje a doença está “adormecida” e ela faz consultas periódicas.
“Após saber da patologia em 2010, fiquei hospitaliza. Recebi tanto amor e orações dos familiares e amigos, que voltei ao hospital assim que tive alta para visitar as pessoas doentes, com ajuda de meu Marido Eliseo”, contou em entrevista ao SóNotíciaBoa.
Ela se sentiu tão bem com a boa ação que não parou mais. Agora, por conta da pandemia, Martele teve que suspender as visitas, para segurança de todos, mas afirmou que pretende retomar assim que tudo isso passar.
Ela calcula que nesses 10 anos já levou apoio a pelo menos 15 mil pessoas internadas.
“Eu conto aos doentes sobre a minha doença, como me curei, levo mensagens de amor e orações”, explicou.
Inspiração
A inspiração veio de um médico, Dr. Carlos, que visitou Marlete quando ela estava internada
E o que ela recebe em troca?
“No Asilo é ótimo. Eles nos contam muitas experiências. Saímos de lá transformados e agradecidos pela nossa vida. Em cada leito de hospital, cada pessoa tem uma história de vida e o voluntariado nos torna pessoas melhores e felizes”, contou.
Entre tantas pessoas que já visitou, ela lembra de uma idosa, que vive num asilo.
“Dona Lidia, de 96 anos, me falou que o mais triste nesta vida é a solidão. Muitos idosos já perderam a família toda e estão ali”, conta.
Situações como esta dão mais incentivo para Marlete continuar a peregrinação aos asilos e hospitais de Itajaí.
“Saímos agradecendo o tempo todo por termos um lar e uma família”, disse.
E teve um dia de visita que a fez voltar no tempo.
“Em uma das visitas fui ao quarto número 210, onde já havia sido internada ali em 2010”.
Naquele dia passou um filme na cabeça de Marlete. E ela disse que aquilo foi outro motivo para agradecer.
Veja os mimos que ela leva para as pessoas que visita:
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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