Ideia de distribuir quentinhas cresce e já ajuda pequenos negócios

Entrega de quentinha - Foto: reprodução/Intagram
Entrega de quentinha - Foto: reprodução/Intagram

Uma ideia solidária que nasceu para distribuir quentinhas em tempos de pandemia hoje está ajudando comunidades carentes e pequenos negócios da região de Brasília.

É o projeto “S Solidário” foi criado para comprar marmitas e máscaras de tecido de empreendedores em dificuldade.

Hoje a boa ação há contabiliza mais de mil pessoas beneficiadas com a doação de 1.350 quentinhas e 1.500 máscaras

Como

Preocupado com a situação dos pequenos empreendedores e de comunidades carentes, um grupo de amigos de Brasília resolveu unir forças para ajudar e depois de uma conversa informal surgiu o S Solidário.

O projeto nasceu de colaboradores do Sebrae para comprar marmitas do Ponto Gourmet,  pequeno restaurante que atua na sede da instituição, e distribuir pelas ruas do Distrito Federal, ganhou corpo, adesão e novas causas.

“Um dia, me chamou atenção a quantidade de pessoas vivendo em barracas de lona perto de casa. Aquilo me tocou. Comprei dez marmitas e distribuí na hora, sozinho mesmo,” lembra Alessandro Machado, um dos idealizadores da ação.

“No mesmo dia, conversando sobre a situação, uma amiga lembrou que o restaurante da empresa passava por dificuldades, porque estamos trabalhando em regime de home office. Daí já surgiu a proposta: comprar marmitas do Paulinho e engajar os amigos para distribuir”.

Costureiras

Com a missão definida, além do pequeno restaurante, o S Solidário passou a mobilizar também três costureiras, que têm feito da produção de máscaras de tecido um complemento de renda para atravessar a crise.

O projeto passou a comprar delas e distribuir também máscaras de tecido, mobilizando uma ampla rede de apoio sensibilizada pela causa.

“Se eu não atender, não ganho, não boto comida em casa. Essa pandemia foi muito impactante”, desabafa a depiladora Edileusa Ribeiro Rocha.

Dona de um pequeno estúdio de depilação na Asa Norte, ela já contava com ajuda de uma amiga costureira para dividir o aluguel do espaço.

“Enquanto eu depilava, ela fazia pequenos reparos em roupas. Quando começou a quarentena, chegamos a nos desesperar, mas a venda de máscaras nos salvou”, conta.

“Fiquei muito feliz mesmo com o convite do S Solidário, porque além de ajudar a gente, vai ajudar quem não pode comprar, quem não tem o que comer, como comprariam máscaras”?

As entregas

Desde o dia 30 de maio, as entregas são feitas todos os sábados e já passaram pelo Setor Comercial Sul, Setor de Embaixadas Norte, Rodoviária do Plano Piloto, Torre de TV, atrás do Taguatinga Shopping, pela comunidade Boca da Mata, entre Taguatinga e Ceilândia, e pela Estrutural.

Já foram distribuídas 1.000 marmitas e 1.250 máscaras de tecido, mais água mineral, álcool gel, roupas, cobertores, cestas básicas e kits de higiene, também comprados de uma pequena farmácia apoiadora do projeto.

Mais de 100 pessoas já contribuíram com o projeto, que soma mais de R$ 13 mil reais em valores arrecadados.

“Foi Deus que mandou vocês aqui hoje. Só tinha um pouco de arroz e óleo. Vou guardar para amanhã. Vocês têm panelas também? Poxa, se tivesse roupa para minhas meninas seria bom. Eu trabalhava como catadora em Águas Claras, mas estamos parados por causa dessa doença”, disse dona Geralda Apolônio, moradora da Boca da Mata – ela recebeu panelas e um kit de alimentos na semana seguinte

“Essas doações de roupas, brinquedos, comida e máscaras vieram no momento certo. Sem trabalhar por conta da pandemia, as mães não têm como comprar”, afirmou Maria Luzimar, administradora da Creche Vovó Luzimar, na Estrutural – apesar da creche estar fechada, ela continua fazendo café e almoço para os pais buscarem e levarem até as crianças

Como ajudar

Acompanhe as ações do S Solidário no Instagram @sdesolidario

Você também pode ajudar.

A cada R$ 14 doado, você ajuda com uma quentinha (R$ 10, cada) e uma máscara de tecido (R$ 4, cada).

Conta
Banco 260 – NuBank
Agência 0001
Conta: 61510932-2
CPF: 701610541-53
Larissa Vieira Meira

 

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Já era mais de 12h quando chegamos à Estrutural, com porta-malas e corações cheios. A bagagem? 200 marmitas de feijoada, 200 águas, 200 máscaras, 50 kits de higiene , 21 cestas-básicas e um bocado de ansiedade. 💜 Raiane Raíssa trabalha como gari na Estrutural e chegou mais tarde. A fila estava quase no fim, mas ela se animou de esperar para provar a feijoada do Paulinho, já famosa entre os moradores do bairro de Santa Luzia. “Opa! Adoro feijoada! Vai ser bom ter uma comidinha, pois acho que não tenho nada em casa”, comentou. 🍲 As quentinhas, porém, estavam quase acabando quando chegou a vez de Raiane. Ela percebeu o movimento e avisou: “não precisa pra mim não, vou passar a minha pro rapaz ali, que está com a perna machucada”. 😢 O gesto de Raiane ganhou nosso coração e guardamos para ela a milésima marmita do S Solidário. Que sua bondade seja multiplicada por mil! Assim como a solidariedade de tantas pessoas do bem que continuam apoiando nossa causa. 🙏🏼 Voltamos pra casa com os porta-malas vazios, mas o coração agora abarrotado de emoção, totalmente registrada pela @claraboiafilmes ! Mais coisa linda vem por aí… 🎥❤️💜💛

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Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa