Cientistas regeneram cartilagem que facilita movimentos

Uma equipe de cientistas da Universidade de Stanford, EUA, descobriu uma maneira de regenerar a cartilagem, que facilita o movimento entre os ossos.
Eles usaram sinais químicos para orientar o crescimento das células-tronco esqueléticas à medida em que as lesões na cartilagem cicatrizam – nos humanos, essas microlesões ocorrem no processo de desgaste da substância.
O estudo científico está publicado na Revista Nature e, além dos camundongos, o processo funcionou em tecidos humanos em laboratório.
Com isso, o próximo estágio da pesquisa será conduzir experimentos semelhantes em animais maiores e, tendo êxito, iniciar os testes clínicos em humanos.
A perda dessa camada de tecido escorregadia e absorvente de choque, chamada cartilagem articular, é responsável por muitos casos de dor nas articulações e artrite.
“A cartilagem tem potencial regenerativo praticamente zero na idade adulta, então, uma vez ferida ou desgastada, o que podemos fazer pelos pacientes tem sido muito limitado.
É extremamente gratificante encontrar uma maneira de ajudar o corpo a regenerar este importante tecido,” disse o professor Charles Chan, coordenador da equipe.
Mobilidade
O experimento usou uma substância, chamada proteína morfogenética óssea 2 para iniciar a formação óssea após a microfratura.
“Chegamos a uma cartilagem feita do mesmo tipo de células da cartilagem natural, com propriedades mecânicas comparáveis, ao contrário da fibrocartilagem que geralmente obtemos,” contou Chan.
“Ela também restaurou a mobilidade de camundongos com osteoartrite e reduziu significativamente a dor deles.”
Células-tronco
O trabalho se baseia em pesquisas anteriores que resultaram no isolamento da célula-tronco esquelética, uma célula que se auto-renova e também é responsável pela produção de ossos, cartilagens e um tipo especial de célula que ajuda as células do sangue a se desenvolverem na medula óssea.
Naquele trabalho anterior, a equipe constatou que, à medida que o osso se desenvolve, as células devem primeiro passar por um estágio de cartilagem, antes de se transformar em osso.
Eles tiveram então a ideia de que poderiam encorajar as células-tronco esqueléticas da articulação a iniciar um caminho para se tornarem osso, mas interromper o processo no estágio de cartilagem.
Com informações do Diário da Saúde

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