Doces de vendedor caem no chão e lojistas ajudam “comprando” tudo

Lojista ajuda Yago a recolher doces - Fotos: reprodução/Twitter
Lojista ajuda Yago a recolher doces - Fotos: reprodução/Twitter

Um ato de compaixão e solidariedade no Rio de Janeiro. Ao ver o desespero de um vendedor de doces, que se desequilibrou da bike e deixou a bandeja lotada cair no chão, lojistas se mobilizaram para ajudá-lo.

Além de arcar com o valor de todos os doces, eles abriram uma vaquinha online para ajudar o Yago de Assis Oliveira, de 20 anos. A arrecadação triplicou a meta de R$ 1.200 e arrecadou mais de R$ 3.700.

O jovem agradeceu e contou que o sonho dele é estudar música nos EUA.

“O que fizeram por mim, eu quero um dia fazer também, sabe? Porque é ajudando um ao outro que o mundo vai se tornar uma coisa melhor”, afirmou ao G1.

O rapaz mora em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio e trabalha como ambulante nas praias da cidade desde que tem 12 anos.

A história

No dia 5 de janeiro, Yago estava passando pelo centro da cidade, em direção à Praia do Forte, quando a bandeja com os docinhos caiu da garupa da bicicleta, onde estava amarrada.

O jovem tinha voltado a trabalhar nas areias da Praia do Forte quatro dias antes do incidente, quando uma amiga da igreja que frequenta soube que ele estava desempregado e o convidou para vender os docinhos que ela mesma faz.

Yago conta que chegou a fazer uma oração para vender todos os docinhos, mas eles caíram no chão.

Ao ver o que tinha acontecido com Yago, vários lojistas do entorno foram ajudar a juntar os docinhos e entregaram para o ambulante o valor da mercadoria perdida.

O dinheiro cobriu o custo e ainda garantiu o lucro do dia para o rapaz.

Um dos lojistas que ajudaram Yago foi o Weslley Gomes de Azeredo.

“Ele ficou muito triste, angustiado com o que aconteceu com ele. E aí muitas pessoas começaram a se prontificar em ajudá-lo também”, contou o lojista ao G1.

Mais surpresas

Weslley fez um post numa rede social contando o que tinha acontecido.

Em menos de 24 horas, a publicação já tinha mais de 20 mil curtidas.

Yago, que estava sem celular, só foi saber da repercussão horas depois: “começaram a me chamar de ‘docinho’ [na rua], e eu não entendendo nada”.

Aí, Weslley teve outra ideia: criar uma vaquinha online para poder comprar um telefone para o novo amigo.

Mas não precisou. Um empresário da cidade ficou sabendo da história e comprou um aparelho para Yago.

O dia em que o lojista foi levar o presente para o vendedor foi emocionante.

Agora o dinheiro da vaquinha será usado para Yago comprar instrumentos de trabalho e poder viver sem tantas dificuldades financeiras. Ele estudou até a 7ª série do Ensino Fundamental.

“Eu quero voltar a estudar, fazer uma faculdade de música, me tornar um grande músico. Mas eu não quero fazer faculdade aqui, quero fazer faculdade nos EUA. Se Deus quiser, eu vou conseguir”, concluiu.

Com informações do G1