Bodyboarding leva inclusão social para pessoas com e sem deficiência

O Estrelas do Mar é um projeto que nasceu da morte prematura de um atleta e que completa 10 anos de transformação e impacto na vida de dezenas de crianças e adolescentes – com e sem deficiência – em Aracaju, em Sergipe.
“Quando o Ailton Kostela foi assassinado tentando salvar uma criança durante um assalto, eu decidi que era hora de homenageá-lo colocando em prática o sonho que ele tinha de ter um projeto social”, conta Bryon, policial militar e primo do atleta.
O sonho era montar uma escola de bodyboarding para pessoas em situação de vulnerabilidade social e, da junção de um grupo de amigos, nasceu o Estrelas do Mar. Uma homenagem aos primeiros alunos que tinham uma luz toda especial.
“É incrível ver que o trabalho que começou com oito crianças com Síndrome de Down e duas com comprometimento motor e psíquico, hoje alcança uma quantidade de famílias de uma forma muito além do desenvolvimento físico dos jovens. O impacto do trabalho deles passa por levar informação e abrir possibilidades”, contam Iara e Eduardo, os Caçadores de Bons Exemplos.
Todo tipo de criança
Usando de meios técnicos e científicos para que fossem oferecidas não só atividades lúdicas, mas também um espaço de desenvolvimento de habilidades sociais dos jovens na medida do possível, o projeto abraça todo tipo de criança.
“Queríamos um lugar onde elas pudessem interagir, todas tomando consciência de que existem outras realidades. Afinal, conhecimento é o que acaba com o preconceito”, conta Byron.
Trabalhando com a água como forma de “terapia”, muita convivência, amor e doação para ensinar o surfe para elas, o projeto leva prazer a quem passa por ele, sejam voluntários, alunos, pais.
“Nós trabalhamos com continuidade. Os pais acreditaram na gente e isso nos ajudou a crescer, principalmente na base do boca-a-boca. É um projeto de inclusão, pois as mesmas atividades são feitas por todas as crianças”, completa.
A equipe é formada por profissionais de educação física, que dão o aquecimento e o alongamento; pedagogas especialistas em educação inclusiva que atendem as crianças nos aspectos psíquico e motor, e atletas da prática esportiva, que ensinam as técnicas.
Porém, ainda assim, estão sempre abertos para novos parceiros que doem equipamentos, protetor solar e lanches.
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Por Rinaldo de Oliveira, da redação do Só Notícia Boa – com Caçadores de Bons Exemplos

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