Chinesa faz história: 1ª mulher asiática a levar o Oscar de melhor direção

1196
Foto: Pool AFP
Foto: Pool AFP

A cineasta chinesa Chloe Zhao, que contou a história de moradores de vans em dificuldades financeiras, se tornou a primeira mulher asiática a ganhar o Oscar de melhor direção.

Além disso, a cineasta faturou a principal estatueta da noite, a de melhor filme, consagrado na noite deste domingo, 25: o filme Normadland, que ainda levou o prêmio de melhor atriz para Frances McDormand.

Zhao, de 39, também foi a segunda mulher em 90 anos, a ganhar a premiação da academia. Kathryn Bigelow foi a primeira a conquistar uma estatueta na categoria, em 2010, por “Guerra ao Terror”.

Vida na China

Foi o primeiro Oscar para Zhao que nasceu na China e viveu em Pequim até os 14 anos, quando foi para um internato em Londres e mais tarde concluiu o ensino médio em Los Angeles.

Depois de frequentar a escola de cinema em Nova York, Zhao foi aclamado por filmes independentes Songs My Brothers Taught Me (2015), sobre o vínculo entre um irmão e uma irmã nativos americanos, e The Rider (2017), a história de um jovem cowboy se recuperando de um ferimento sério na cabeça.

Zhao, que agora mora nos Estados Unidos, lembrou-se de ter crescido na China, onde passou a acreditar que “as pessoas nascem boas”.

“Isto é para todos que têm fé e coragem para se apegar à bondade em si mesmos … e uns nos outros”, acrescentou ela.

Duas diretoras na competição

Zhao competiu este ano contra o diretor de Jovem Prometida Emerald Fennell, marcando a primeira vez que duas mulheres foram indicadas na categoria ao mesmo tempo.

Ela foi à cerimônia do Oscar como a favorita, depois de receber troféus do Directors Guild of America, do Globo de Ouro, do Bafta e de vários grupos de críticos de cinema.

Outros candidatos, além de Fennell, eram David Fincher para Mank, Lee Isaac Chung para Minari e Thomas Vinterberg para Outra Rodada.

Os próximos filmes de Zhao incluem o filme de ação de grande orçamento da Marvel Studios, Eternals, com lançamento previsto para novembro, e uma versão ocidental de ficção científica de Drácula.

Por Andréa Fassina, da redação do Só Notícia Boa – Com informações do StraitsTimes