Protagonismo às minorias: projeto une luta antirracista à anticapacitista

Luta antirracista e anticapacitista! Sim, falamos de pessoas pretas com deficiência. Ser parte dos grupos não privilegiados em um país tão desigual como o Brasil, não é fácil. E os desafios de estar no encontro de dois desses grandes grupos são enormes.
Por isso, Marcelo Zig (foto acima) começou o movimento Quilombo PcD, que chama para a luta por igualdade e respeito a esses brasileiros.
“O Quilombo PcD é lançar mão da nossa ancestralidade na reedição do território de luta, resistência, acolhimento, reconhecimento e identidade. É levar todo esse universo para o ambiente virtual para que ele funcione como um farol e que assim possamos nos reconhecer e nos tratar enquanto uma comunidade forte”, afirmou Marcelo.
“As dores e dificuldades de um grupo, foram capazes de criar um movimento de transformação. É forte e bonito ver o que a organização e o trabalho em equipe conseguem fazer. Nas limitações da sociedade, eles estão trazendo as mudanças”, contam Iara e Eduardo, os Caçadores de Bons Exemplos.
Representatividade
A luta antiracista e anticapacitista vem crescendo e ganhando destaque no país e trazendo como pauta discussões sobre temas como representatividade, lugar de fala e criação de oportunidades. E ainda, traz consigo a força de dezenas de pretos, pretas e pretis com deficiências que são exemplos de pessoas dispostas a abrir caminho para uma geração que sofra menos na pele as dores de nascer numa sociedade tão cruel, explica Marcelo.
“Apesar de sermos a maioria dentre a população com deficiência, nós não sabemos quem somos, onde estamos, de onde viemos… isso tudo porque vivemos à margem daqueles que já são a margem. Os PcDs são invisíveis!”, completa.
Redes sociais
O trabalho, que vem se destacando nas redes sociais, luta por um espaço de relevância no cenário de uma pandemia que escancarou ainda mais as diferenças e mazelas do povo brasileiro.
A ideia é trazer mais visibilidade e respeito a pessoas pretas com deficiência.
“Queremos que eles se identifiquem como pessoas, que encontrem no Quilombo PcD um espaço de resistência, de luta e principalmente de acolhimento, com o senso de comunidade, como nos quilombos. Hoje em um ambiente virtual, mas depois atuando em espaços físicos”, concluiu Marcelo.
Veja mais sobre o projeto no Facebook, Instagram e no Youtube.
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do Só Notícia Boa – com Caçadores de Bons Exemplos

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