Respiradores da USP salvaram mais de 100 vidas em hospital de Ribeirão Preto

740
Respiradores da USP estão salvando vidas em hospitais brasileiros - Foto: divulgação
Respiradores da USP estão salvando vidas em hospitais brasileiros - Foto: divulgação

Além da iniciativa, a gente também aplaude os resultados. Mais de 100 vidas já foram salvas no Hospital Santa Lydia, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, graças aos respiradores enviados pela USP.

O trabalho lindo é da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, por meio do Projeto Inspire. Eles distribuíram mais de 150 respiradores para unidades de saúde espalhadas por todo o Brasil durante esta pandemia.

Só o Hospital Santa Lydia recebeu, de fevereiro a junho deste ano, 30 respiradores.

A fisioterapeuta Lorena Aparecida de Brito, coordenadora do setor de Fisioterapia do hospital, comemorou o resultado e agradeceu em áudio enviado à pesquisadora da USP Natacha Harumi Ota.

“Eu ainda não tinha mandado nenhum áudio agradecendo. Converso com a Natacha quase todos os dias para dar um retorno do funcionamento dos aparelhos, mas nunca tinha agradecido a disponibilidade das pessoas que estão por trás do projeto que nos dão o apoio. É muito bom saber que todo o trabalho está surtindo efeito positivo”, disse.

E não tenha dúvida de que esse retorno foi a melhor notícia que a Natacha poderia ter recebido.

“É extremamente satisfatório saber que a gente está fazendo o melhor para salvar vidas. Mas acima de tudo, somos nós que somos agradecidos por eles estarem se doando tanto por uma situação que eu pude ver de perto o quanto é complicada, difícil. Então quando eles agradecem a gente sente o quanto é importante para eles salvarem uma vida. A gente tem a certeza de que, para eles, salvar uma vida é muito maior do que um valor financeiro, enfim”, afirmou.

O sonho

Os mais de 200 colaboradores atuam no desenvolvimento de respiradores.

Agora eles querem que a produção e distribuição aumentem.

“Nosso sonho é que os respiradores possam estar presentes em abundância em todo o País e em outros países. Possam estar presentes em ambulâncias, aldeias, quartéis, navios, em ilhas remotas, nos hospitais de pronto atendimento e até mesmo nas UTIs”, disse o professor Raúl Gonzales Lima, especialista em Engenharia Biomédica e integrante do Projeto Inspire.

Ele foi a Ribeirão Preto ver de perto a situação do Hospital Santa Lydia.

“Existe uma quantidade muito grande de gente, são voluntários engenheiros, médicos, fisioterapeutas, advogados, secretários torcendo para que nenhum paciente tenha dificuldade de ser ventilado”, concluiu.

Foto: reprodução
Foto: reprodução

Com informações do RPA