Estudantes da USP distribuem absorventes para mulheres em situação de rua

Estudantes da USP, Universidade de São Paulo, estão distribuindo absorventes e itens de higiene para ajudar mulheres em situação de rua a resgatar dignidade.
O Projeto Pontes da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto está tentando melhorar as condições da chamada pobreza menstrual, situação que atinge cerca de 29 por cento das jovens no país, que engloba falta de produtos de higiene íntima, água, saneamento básico, infraestrutura e informações.
“A menstruação vivida na rua é extremamente problemática e coloca a mulher ainda mais em vulnerabilidade”, relata a professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Regina Célia Fiorati, responsável pelo projeto.
Projeto Pontes
O Projeto Pontes existe desde 2018 e vem dialogando com os serviços de atenção primária à saúde para que estes orientem a população em situação de rua sobre quais serviços procurar para cuidar de questões de saúde que estejam vivenciando e quais serviços poderiam receber essas pessoas.
“Assim elas teriam informações mais detalhadas sobre sua própria saúde íntima e sexual e também sobre cuidados ginecológicos periódicos e necessários”, enfatiza.
Em Ribeirão Preto, essa realidade fez com que os coordenadores do Projeto Pontes reestruturassem suas ações e passassem a distribuir itens de higiene para a população em situação de rua, incluindo absorventes, porque muitas mulheres relataram a falta do produto.
Os locais para que essas pessoas possam se higienizar são difíceis e “as mulheres sofrem muito mais essa falta de acesso e também de locais em que a privacidade esteja presente”, explica a professora.
Ela lembra que as mulheres têm “condições biológicas que exigem ambientes adequados”.
As mulheres em situação de rua enfrentam inúmeros preconceitos e sofrem violência e deveriam receber informações sobre saúde íntima e saúde sexual.
“É nesse nível de atenção que elas poderiam ser orientadas sobre saúde íntima e sexual, mas, no entanto, os serviços da atenção primária à saúde oferecem pouco acesso às populações em situação de rua em geral”, alertou.
Por isso os estudantes de medicina estão fazendo esse lindo trabalho! Parabéns!
Com informações da USP

Família adota o filhotinho caramelo rejeitado após mãe e a irmã serem adotadas em SP: novo nome; vídeo
Deu certo! Paciente de 63 anos recebe sangue raríssimo enviado de avião do CE para MG
Mulher salva coruja presa em arame farpado com ajuda de desconhecidos: corrente do bem
Nobel da Paz 2026 vai para jurista idosa que ajudou vítimas de guerra e enfrentou genocídio
Tenente resgata filhote de tamanduá órfão e bichinho não desgruda dele; vídeo
Homem que salvou criança que caía de prédio é homenageado pelo governo do Egito; vídeo
Elefantinha ferida por lança é salva e encontra melhor amiga em santuário no Quênia
Quem é Ana Elisa, a mulher mais votada de Minas que vai ajudar Lula nas redes para a reeleição
34 anos após os caras-pintadas, veja manifestações de estudantes pelo Brasil em apoio a Lula; vídeo
Carreta que detecta câncer de pulmão ganha prêmio após diagnosticar 18 casos na Bahia