Transplante de células-tronco pode ajudar a tratar esclerose, diz estudo

Uma pesquisa mostrou que transplante de células-tronco ‘resetam’ nosso sistema imunológico e pode tratar esclerose sistêmica, oferecendo mais expectativa de vida para os pacientes operados.
Os testes foram realizados em 22 pacientes transplantados no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da USP e avaliaram dados clínicos e imunológicos de todos eles.
Agora a pesquisa passará por mais testes para ser certificada e implementada como tratamento.
Sistema imunológico recuperado
O transplante de células-tronco em casos mais graves de esclerose sistêmica, não é uma novidade na medicina e já vem sendo uma opção desde 2004.
No entanto, ainda existiam lacunas, as quais não mostravam exatamente o quanto o procedimento gerava de resposta terapêutica para o paciente.
“Havia especulações de que o transplante pudesse ser uma imunossupressão mais forte e que duraria por mais tempo, mas o que foi verificado nessa pesquisa foi mais do que isso”, explica a médica reumatologista Maria Carolina de Oliveira Rodrigues, pesquisadora do Centro de Terapia Celular (CTC) e professora da Divisão de Imunologia Clínica, do Departamento de Clínica Médica da FMRP.
A Dra. Maria conclui, dizendo que “o transplante alterou o sistema imunológico de uma maneira tão profunda, renovando tanto as células ‘T’ quanto as ‘B’, que conseguiu ‘resetar’ o sistema imune como se o paciente voltasse a ser um bebê”.
Mais expectativa de vida
A médica comemora os resultados. Ela, que trabalha há 10 anos no acompanhamento de pacientes transplantados, vibra pelas respostas da pesquisa.
Dra. Maria explica que, de uma forma em geral, os pacientes passaram a ter a doença mais bem controlada e ganharam mais tempo e melhora de qualidade de vida.
Segundo a pesquisadora, ao saber como o transplante atua de fato no sistema imunológico dos pacientes, facilita os tratamentos no futuro.
Com isso, os médicos poderão avaliar melhor a evolução da doença e utilizar remédios direcionados na hora do transplante para que os pacientes tenham desfechos melhores.
Mais um “viva!” para a nossa medicina!
Com informações de Jornal da USP.

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