Cientistas revertem perda de memória com composto já usado em humanos
![Embora o estudo tenha sido feito em cobaias - a foto mostra neurônios de camundongos - o mesmo mecanismo ocorre em humanos. Foto: University of Cambridge]](https://d281e75zdqqlon.cloudfront.net/wp-content/uploads/2021/08/memoria_restaura.jpg)
Cientistas das universidades de Cambridge e Leeds (Reino Unido) conseguiram reverter a perda de memória relacionada à idade, em camundongos.
A descoberta publicada na revista Nature pode levar ao desenvolvimento de tratamentos para prevenir a perda de memória em seres humanos, à medida que envelhecem.
Melhor ainda:t a equipe já identificou um medicamento em potencial, licenciado para uso humano, que pode ser tomado por via oral e inibe a formação das RPNs. Quando este composto foi dado a camundongos e ratos, ele conseguiu restaurar a memória no envelhecimento e também melhorou a recuperação em lesões da medula espinhal.
“Vimos resultados notáveis quando tratamos os camundongos idosos com este tratamento. A memória e a capacidade de aprender foram restauradas a níveis que [os animais] não apresentavam desde que eram muito mais jovens,” disse a Dra. Jessica Kwok.
Experimento em camundongos idosos
Sujeong Yang e seus colegas queriam verificar se a manipulação da composição do sulfato de condroitina das RPNs conseguiria restaurar a neuroplasticidade e aliviar o deficit de memória relacionado à idade.
A equipe tratou os camundongos idosos usando um “vetor viral”, um vírus capaz de reconstituir a quantidade dos sulfatos de condroitina 6-sulfato nas RPNs.
E descobriram que ele restaurou completamente a memória nos camundongos mais velhos, a um nível semelhante ao observado nos camundongos mais jovens.
Resultados surpreendentes
“O que é empolgante nisso é que, embora nosso estudo tenha sido apenas em camundongos, o mesmo mecanismo deve operar em humanos. As moléculas e estruturas do cérebro humano são as mesmas dos roedores. Isso sugere que pode ser possível prevenir os humanos de desenvolver perda de memória na velhice,” acrescentou o professor James Fawcett.
Agora, os pesquisadores estão investigando se isso pode ajudar a aliviar a perda de memória em animais com a doença de Alzheimer.
Com informações do Diário da Saúde

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