Brasileiros criam substância que aumenta durabilidade de alimentos

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará criaram uma substância que reveste frutas e hortaliças e é capaz de aumentar a durabilidade desses alimentos.
O produto é feito com uma base de soro de leite e óleo essencial de erva-doce. A eficiência do revestimento foi comprovada após testes feitos com mamão papaia.
Os resultados indicaram que, com o revestimento, houve aumento de até 10 dias no tempo de vida útil do alimento.
Enquanto o mamão sem revestimento mudou sua coloração em 13 dias, o revestido com a substância brasileira chegou no mesmo estágio em 23 dias.
Toda pesquisa foi realizada pelo Departamento de Engenharia de Alimentos (DEAL), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias da UFC.
Importância econômica
“O principal diferencial [do revestimento] se deve ao fato de ser formulado com base em produtos naturais”, destaca a professora Lucicléia Barros, responsável pela pesquisa.
Ela ressalta que se trata de “uma tecnologia limpa para tratamento pós-colheita de frutas e hortaliças, capaz de promover o aumento da vida útil sem deixar resíduos tóxicos”.
O principal motivador da pesquisa é a economia que pode ser gerada para a população. Além disso, o revestimento também protege os alimentos contra doenças após a colheita.
As frutas usadas nos testes estavam em estado 2 de maturação, quando a fruta está com apenas 25% da superfície amarelada.
Todos os mamões foram higienizados, mergulhados na substância, depois de secos e acondicionados em caixas plásticas, as frutas foram armazenadas à temperatura de 12º C.
Evita o desperdício
Lucicléia comentou que o revestimento poderá ser utilizado também em outros alimentos. Basta apenas o ajuste de proporções, considerando o tamanho e as substâncias que o compõem.
“Ao passo que esse revestimento aumenta o tempo de vida útil de vegetais, aumenta também o prazo para comercialização, consequentemente reduzindo o descarte”, lembra.
Segundo a professora, as perdas na cadeia de frutas e hortaliças no Brasil hoje podem chegar a até 40%.
Agora a equipe procura parcerias com setores empresariais.
“Temos expectativas de uma aproximação cada vez maior entre a UFC e o setor produtivo e esperamos consolidar a transferência dessa tecnologia para empresas atuantes no setor agroalimentar”, projeta a professora.
Com informações de O Povo

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