Boate reutiliza energia liberada por frequentadores na pista de dança

Uma boate de Glasgow, na Escócia, vai aproveitar de forma sustentável a energia liberada por seus frequentadores na pista de dança.
Na preparação para a Conferência Climática COP26 da ONU em Glasgow, em novembro, o BODYHEAT transforma a energia dos corpos dançantes em uma fonte de aquecimento e refrigeração.
O sistema pioneiro da SWG3 pode economizar para a casa noturna até 70 toneladas de CO2 por ano.
Sistema de aquecimento e resfriamento
“Estamos extremamente animados em revelar nossos planos de introduzir um sistema de aquecimento e resfriamento renovável de última geração para o complexo SWG3. Vamos transformar o calor corporal dos ‘clubbers’ e frequentadores de shows em uma fonte de energia para ser usada novamente”, diz o comunicado da boate.
O primeiro de seu tipo a ser instalado na Escócia, o BODYHEAT usa bombas de calor e fluidos para capturar o calor corporal gerado pelas multidões da SWG3, canalizando sua energia combinada em doze tubos de 150 m de profundidade perfurados sob o local.
Esse calor pode ser usado imediatamente para resfriar o público, ou armazenado sob o solo até que seja necessário para aquecer o prédio.
Economia de eletricidade e gás
Para se ter uma ideia, um corpo humano irradia cerca de 100 watts de excesso de calor, que pode aumentar rapidamente em espaços confinados.
Sem contar que a enorme quantidade de calor que as pessoas geram dançando em clubes, ou shows, é atualmente ejetada na atmosfera como lixo.
“Com este novo sistema implementado”, diz o clube, “seremos capazes de utilizar esse calor, consumindo o mínimo de eletricidade e gás no local e, por sua vez, minimizando nossas emissões de carbono”
Futuro sustentável
“Não há dúvida de que a pandemia trouxe enormes desafios para o setor de eventos em todo o mundo”, disse Andrew Fleming Brown, Diretor Administrativo.
“Mas também criou um choque sísmico entre as empresas, destacando a necessidade de um ambiente estável para um futuro sustentável”.
“O BODYHEAT é nossa contribuição inovadora para uma questão global e nos ajudará a diminuir drasticamente nosso consumo de energia.
Esse é um passo maior no sentido de nos tornarmos um local neutro em carbono em um futuro não tão distante”, comemora Andrew.
Com informações do GNN

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