Refugiada da Gâmbia no Rio passa em 13 universidades internacionais

A jovem refugiada da Gâmbia, Maimuna Jawo, de 18 anos, veio para o Brasil em 2016 para morar com a mãe no Rio de Janeiro e agora ganha o mundo!
Mesmo sem falar português, Maimuna trabalhou, estudou e até lançou uma pequena marca de roupas. Agora, ela comemora a aprovação em 13 universidades dos Estados Unidos e Canadá.
A jovem e a mãe agora buscam recursos para a viagem. Entre as opções, Maimuna escolheu cursar biotecnologia na Universidade de Alberta, no Canadá.
Mudança para o Brasil
Mariama Bah, de 34 anos, é mãe de Maimuna e sabe muito bem a dificuldade que enfrentou no país onde nasceu.
Ela foi forçada a casar aos 13 anos e largou a escola por causa de diversas dificuldades enfrentadas com o matrimônio. Em 2014 ela conseguiu fugir e se refugiou no Brasil.
Sabendo que, pela cultura do país dela, a filha teria o mesmo destino, Mariama a trouxe para o Brasil.
Adaptação
Maimuna chegou ao Brasil sem falar nada do português. Ainda assim, elas conseguiram uma bolsa de estudos na escola bilíngue Ladies of Mercy (OLM), na zona sul do Rio.
“A adaptação foi difícil. Eu não falava português e o colégio era bem longe de onde eu morava. Acordava todos os dias entre 4h e 4:30 da manhã para estar na escola às 7h. Não foi uma experiência fácil, mas eu vejo que valeu muito a pena”, contou a jovem.
Aprovação em universidades internacionais
Mesmo com tanta dificuldade, Maimuna não desistiu e hoje comemora a aprovação em 13 universidades no exterior. Ela sonha em cursar biotecnologia para ajudar a melhorar a vida das pessoas.
“Sou de uma família de agricultores. Embora haja terras férteis na Gâmbia, muitos alimentos são importados, como frutas e legumes. Acredito que esta situação contribui para a persistência da fome e desnutrição no meu país. Com a biotecnologia, quero aprender a aumentar a produtividade dos alimentos, ajudar diminuir ou mudar a vidas de muitas pessoas”, conta.
Luta pela educação
Com a notícia da aprovação Mairama e Maimuna estão buscando juntar todos os recursos possíveis para a viagem da jovem.
Além das vendas de roupas da marca criada por Maimuna, elas buscam patrocínio para custear os R$ 160 mil, necessários para o intercâmbio.
E Maimuna conta que é a mãe a grande incentivadora dos sonhos dela. “Minha mãe é tudo nessa história. Ela fez tudo por mim, é o ponto chave”, comentou a estudante.
Mariama também busca completar uma universidade. Ela está matriculada no curso de relações internacionais, que está trancado por falta de recursos. No entanto, disse que logo que Maimuna estiver estudando, retomará os estudos.
“Foi por isso que eu saí do meu país, para estudar. Este sempre foi o meu sonho”, afirmou.
Depois que a filha estiver na universidade, ela pretende seguir uma carreira política e acadêmica, de luta pela educação, pelos direitos dos imigrantes e refugiados e contra o racismo.
“Me sinto uma das pessoas mais ricas por ser mãe dela”, concluiu.
Com informação de ISN Portal

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