Órfã que emocionou CPI da Covid sonha ser médica para salvar vidas

A história da órfã Giovanna Gomes Mendes da Silva, 19 anos, emocionou a todos após seu relato na CPI da Covid, em outubro.
Há quatro meses, ela se tornou mais uma brasileira órfã da Covid. Após perder os pais, o sonho de ser médica se tornou maior ainda. Ela quer salvar vidas!
Estamos com uma vaquinha para ajudar a Giovanna em casa e nos estudos. Clique aqui para contribuir, ainda dá tempo de mudar essa história!
Os pais dela faleceram com apenas 14 dias de diferença. Agora, sendo a nova chefe de família, ela requereu a guarda da irmã de 11 anos para que pudessem ficar juntas.
Sonho de ser médica
Giovanna hoje estuda odontologia, foi o curso que conseguiu ingressar, após a morte dos pais. Seu objetivo era o quanto antes ter uma formação para ter condições de criar a irmãzinha.
Mas seu sonho mesmo, desde pequena, é ser médica. Ela contou que a mãe tinha insuficiência renal crônica e que fazia hemodiálise. O pai teve câncer e com a Covid, a doença se espalhou rapidamente.
“Eu falava para ela que queria ser médica para cuidar dela e como mais pessoas da minha família passa por isso, eu queria ter conhecimento para ajudá-los”, disse.
“Quero levar saúde a quem não tem acesso”
Gi também nos relatou que ainda criança, descobriu que muitos moradores da Amazônia não tinham acesso à saúde e isso lhe acendeu uma luzinha!
“Muito triste ver crianças e idosos morrendo por falta de atendimento e informação. Eu quero estar ali para cuidar dessas pessoas”.
Gi, não desista do seu sonho! Para apoiar a Giovanna nos estudos, clique aqui e contribua com a sua vaquinha.
Morando com avós
Hoje, ela e a irmã estão morando com os avós maternos que sustentam a casa apenas com a aposentadoria.
Vivem na residência mais três tios, mas apenas uma tia está empregada como professora. Eles contam com doações de parentes e amigos para esse momento tão difícil.
“Eu vi que precisava da minha irmã e ela precisava de mim, eu me apoiava nela e ela se apoiava em mim. A partir dali, vi que eu não poderia ficar mais sem ela”.
“Meu pai tinha uma voz linda, cantava para eu e minha irmã dormir desde sempre”
A mãe, de 48 anos, era transplantada e fazia hemodiálise, ficou 10 dias internada. Ela era educadora social e, por meio de uma ONG, lutava pelo direito de crianças e adolescentes.
O pai, que tinha 51 anos, sofria de câncer, e ao contrair a covid, a doença se acelerou ao extremo. Ele morreu após 22 dias internado. Formado em ciências contábeis, era servidor público.
“Estávamos sempre juntos, sempre mesmo”. A sua mais doce memória do pai é de como ele cantava todos os dias para ela e a irmã.
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