Anvisa aprova insumo da Fiocruz para 1º vacina 100% nacional contra Covid

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Com a aprovação da Anvisa, a Fiocruz vai entregar em fevereiro o 1º lote de vacinas 100% brasileiras contra a Covid - Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP/Getty Images
Com a aprovação da Anvisa, a Fiocruz vai entregar em fevereiro o 1º lote de vacinas 100% brasileiras contra a Covid - Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP/Getty Images

A Anvisa aprovou nesta sexta, 7 , o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) fabricado pela Fiocruz para que a Fundação Oswaldo Cruz produza a primeira vacina 100% nacional contra a Covid-19.

O insumo já vinha sendo fabricado pela própria fundação via Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

Depois da notícia boa, a Fiocruz informou em nota que as primeiras doses nacionais devem ser finalizadas ainda em janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro.

É que a Fiocruz já vinha produzindo o IFA antes da aprovação e o estoque já totaliza 21 milhões de doses em IFA nacional, que estão em diferentes etapas de produção e controle de qualidade até começarem a ser entregues ao governo federal.

Fim das importações

O registro da Anvisa permite à Fiocruz envasar e fabricar a vacina com o IFA 100% brasileiro, ou seja, com todas as etapas de produção realizadas aqui no Brasil, sem precisar importar mais nada.

“Na prática, a decisão conclui o processo da Fiocruz para que o Brasil tenha uma vacina 100% nacional, com todas as etapas de produção realizadas no Brasil”, disse a Anvisa em nota.

Até agora, a produção das doses da vacina da AstraZeneca pela fundação, entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, estava sujeita à importação do IFA da China.

Mesmo desempenho da vacina importada

De acordo com a Anvisa, foram avaliados estudos de comparabilidade que comprovam o mesmo desempenho da vacina importada.

“Esses estudos demonstram que, ao ser fabricado no país, o insumo mantém o mesmo desempenho que a vacina importada”, conclui a Anvisa.

A produção interna no Brasil ocorre também graças a um acordo de transferência de tecnologia firmado entre a Fiocruz e a AstraZeneca, detentora da patente da vacina.

A disponibilidade do IFA nacional dará mais independência ao fluxo de fabricação no Brasil.

Com informações da CNN e Exame