Meditação ativa mais de 200 genes do sistema imunológico

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Por Andréa Fassina
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O resultado do estudo demostrou o aumento da expressão de 220 genes ligados à imunidade Foto: Pixabay

A força da meditar! Cientistas descobriram que a meditação, além de ajudar a equilibrar mente e espírito, provoca mudanças fisiológicas significativas no sistema imunológico.

Uma equipe internacional coletou amostras de sangue de 106 voluntários que participaram de um retiro de meditação intensa, que envolveu passar oito dias em um ambiente silencioso e calmo, com mais de 10 horas diárias de meditação.

O resultado do estudo demonstrou o aumento da expressão de 220 genes ligados à imunidade, sugerindo que a meditação pode potencialmente desempenhar um papel no gerenciamento de várias condições que enfraquecem o sistema imunológico.

Efeitos fisiológicos da meditação

Vários estudos sobre o impacto da ioga e da meditação na saúde mental e física demonstraram efeitos benéficos.

No entanto, os potenciais mecanismos moleculares e genes críticos envolvidos neste resultado benéfico ainda precisam ser elucidados de forma abrangente.

“Este estudo identificou e caracterizou o programa de transcrição associado à prática avançada de meditação, e nós integramos bioinformaticamente várias redes [neurais] para identificar a rede central específica da meditação,” resumiu o professor Vijayendran Chandran, da Universidade da Flórida (EUA).

Esta rede central liga várias vias de sinalização imunológica.

Como exemplo, a equipe demonstrou que essa mesma rede central torna-se disfuncional em condições de saúde tão diferentes quanto a esclerose múltipla e a infecção grave por covid-19.

“Muito importante, nós demonstramos que a prática meditativa melhora a função imunológica sem ativar sinais inflamatórios.

Juntos, esses resultados tornam a meditação uma intervenção comportamental eficaz para tratar várias condições associadas a um sistema imunológico enfraquecido,” escreveu a equipe no artigo.

Com informações do Diário da Saúde