Justiça por Genivaldo! 22 mil pessoas já assinaram petição em ato solidário

Justiça por Genivaldo! Diante da indignação das imagens brutais e covardes que mostraram Genivaldo de Jesus Santos sendo asfixiado com gás lacrimogêneo dentro de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal, em Sergipe, a sociedade não se cala e já está reagindo.
Uma mobilização na internet, para exigir “Justiça por Genivaldo!” está unindo milhares de pessoas em um grande ato de solidariedade.
A mobilização está na petição lançada um dia depois do crime, na plataforma Change.org. Criada pela Coalizão Negra por Direitos – grupo que une organizações, entidades e coletivos do movimento negro brasileiro – a petição já engajou mais de 22 mil assinaturas em apenas quatro dias. Para assinar clique neste link.
“Os policiais colocaram um homem negro numa câmara de gás, a céu aberto, em plena luz do dia. Isso é inadimissível!”, protesta a Coalizão. “Não podemos tolerar que pessoas negras sejam torturadas e mortas todos os dias em nosso país. Basta de impunidade, tortura e genocídio”, acrescenta o movimento no abaixo-assinado que segue aberto e em crescimento.
Ainda na petição, a Coalizão Negra Por Direitos diz que está denunciando ao Ministério Público Federal e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos o assassinato de Genivaldo, solicitando um posicionamento e atenção dos órgãos sobre as violações praticadas pelas instituições de segurança pública, com foco nas práticas de tortura e consequente assassinato.
Mensagens de protesto e resistência
Na página do abaixo-assinado, multiplicam-se mensagens de protesto e de resistência diante do caso. As pessoas que se unem ao grito de solidariedade e de justiça não apenas assinam a petição, mas também deixam seus comentários de desabafo e reivindicações.
Alguns se posicionam contra a violência, pedem o fim da impunidade e clamam por justiça ao povo negro. Outros lembram que é preciso “lutar por um mundo mais justo e pessoas mais humanizadas” e que a violência deve ser combatida “com todas as nossas forças”.
Uma das cidadãs que se engajaram à mobilização deixou uma mensagem reforçando seu posicionamento contra as agressões e pedindo que as pessoas se amem mais e tenham mais compaixão, humildade e sabedoria. “Sonho com que todos nós possamos ter o direito de ir e vir com respeito e dignidade independente de cor, opção sexual, classe social”, pontua.
O caso
Na última quarta-feira (25), Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, transitava sem capacete e de motocicleta, na cidade de Umbaúba, em Sergipe, quando foi abordado por uma equipe da Polícia Rodoviária Federal. Sem entender o que estava acontecendo, ele foi imobilizado e agredido pelos agentes, que em seguida o colocaram dentro do porta-malas da viatura.
Logo depois, os policiais jogaram uma bomba de gás dentro do compartimento e fecharam o porta-malas, enquanto Genivaldo se contorcia tentando respirar. A vítima sofria de esquizofrenia, estava em tratamento e levava nos bolsos cartelas do medicamento que usava há 20 anos.
O Instituto Médico Legal (IML) confirmou a morte de Genivaldo por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. O caso está sendo investigado por meio de um inquérito e os policiais envolvidos no caso foram afastados das funções nas ruas.
A voz do povo
O abaixo-assinado permanece aberto, na plataforma Change.org, e está sendo utilizado pela população como instrumento de protesto e de transformação da indignação em ação.
Em 2020, uma petição criada por uma adolescente americana reuniu quase 20 milhões de assinaturas em uma mobilização por justiça a George Floyd. A campanha tornou-se a maior de toda a história da plataforma no mundo, ajudando a amplificar a voz do povo e a pressionar as autoridades por justiça. O Brasil foi o 4º país mais engajado no abaixo-assinado, que foi traduzido para diferentes idiomas e divulgado por cidadãos e celebridades em diversos países.
Matéria produzida em parceria com Change.org

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