Veja último vídeo gravado antes da invasão ao STF; raridades destruídas

O Só Notícia Boa teve acesso ao último vídeo gravado nas dependências do STF, Supremo Tribunal Federal, dois dias antes da invasão de extremistas de ultra-direita, que destruíram tudo lá dentro neste domingo, 8 de janeiro.
São imagens que vão ficar na história, de raridades, verdadeiras obras de arte que estavam lá dentro e foram destruídas pelos vândalos que depredaram nas instalações da mais alta corte da justiça brasileira.
“Eu tô de coração partido […] São obras de valor inestimável. Tinha coisa lá da época da monarquia”, lembrou Guilherme Mello, diretor da TV Justiça, em entrevista do Só Notícia Boa.
Obras destruídas
Por trabalhar como diretor na TV do STF, Guilherme tem acesso privilegiado às dependências do palácio, que tinha várias obras espalhadas pelo saguão e áreas internas.
“O salão nobre, onde recebem líderes de outros países, foi completamente destruído. Luminárias de cristal, um vaso raro…”, lamentou.
Os bustos de bronze que ficavam na entrada, o plenário, o brazão, as cadeiras dos ministros, as vidraças do prédio concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com projeto estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo, nada foi respeitado pelos vândalos criminosos.
Programa especial
Conhecido por fazer imagens artísticas, com detalhes, movimentos sutis e desfoques, Guilherme preparava um projeto especial sobre decisões do Supremo que beneficiaram a população brasileira.
Nele, o diretor ia mostrar também a beleza dos móveis históricos e peças raras do Supremo, um acervo belíssimo do patrimônio que foi destruído.
Ele nem imaginava que aquelas seriam as últimas imagens daquelas raridades.
“Fui para o plenário e a gente passou o dia fazendo imagens… imagens mais artísticas do ambiente do plenário”, contou
As últimas imagens do patrimônio
Guilherme Mello, que já passou por várias emissoras de TV de Brasília, revelou que nunca tinha trabalhado em prédios históricos antes e descobriu no STF um farto ambiente para revisitar a história do Brasil.
“[Geralmente] você vai muito num lugar e você para de reparar [nas coisas] que existem lá”, lembrou.
Mas ele reparava bastante e graças a esse olhar atento, tudo foi registrado.
“Na sexta-feira passamos 4h gravando lá dentro, sem saber que aquelas seriam as últimas imagens do patrimônio intacto do STF”, lamentou Guilherme.
Claro que o prédio depredado será reformado, mas nem todas obras de arte poderão ser recuperadas.
Um crime! E que os criminosos paguem com o rigor da lei pelo que fizeram!
Assista ao vídeo:
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