Juízas pedem mais mulheres e pretos nomeados para o Supremo

Em 132 anos de história, o Supremo Tribunal Federal teve somente três mulheres como Ministra e todas brancas. Em carta aberta ao presidente da República, um grupo de oito juízas pede a nomeação de duas mulheres ministras e uma mulher preta para o Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, a integrantes da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) destacam que essas pessoas possibilitarão uma nova perspectiva nos julgamentos a Corte. Na carta, as juízas lembram que a ministra Rosa Weber veio da Magistratura do Trabalho. Além dela, houve apenas duas mulheres no STF: Cármen Lúcia e Ellen Gracie.
“[Clamamos] ao Presidente da República e aos poderes constituídos que sejam indicadas, aprovadas e nomeadas duas mulheres para o Supremo Tribunal Federal: uma da carreira trabalhista e uma negra”, diz o texto.
Supremo
Dos 11 ministros da Suprema Corte, dois se aposentarão este ano. A ministra Rosa Weber, em 2 de outubro, e o ministro Ricardo Lewandowsky, em 11 de maio, quando completam 75 anos.
A escolha é do presidente da República, mas passa por uma série de negociações políticas e técnicas.
O único ministro preto nomeado para o Supremo foi Joaquim Barbosa, Luiz Fux é judeu. As magistradas defendem mais representatividade étnica na Corte.
Leia mais notícias boas
- Brasil contra o preconceito! Injúria racial agora dá até 5 anos de reclusão, igual ao crime de racismo
- A democracia do Brasil venceu, golpistas perderam: editorial
- Alunas do vídeo contra machismo vão à Conferência da ONU
Carta
Na carta aberta, as juízas são incisivas.
“A diversidade racial e gênero deve ser defendida não só como uma questão objetiva e de representação no âmbito do Supremo Tribunal Federal, mas para, principalmente, em termos qualitativos, promover a ampliação da interpretação da Constituição Cidadã e dos direitos fundamentais e sociais, a fim de fortalecer a democracia brasileira.”
Segundo as magistradas, a presença de mulheres e de uma preta mudará a perspectiva de análise em muitos julgamentos.
“Entendemos ser necessário trazer representatividade feminina e negra [preta] na Suprema Corte brasileira, para que as experiências de uma mulher negra, considerando a perspectiva interseccional, sejam trazidas aos julgamentos, para combater o racismo e o machismo estrutural arraigados em nossa sociedade, e para que consigamos construir mais um avanço que contribua para a reparação da dívida histórica com o povo negro em decorrência da barbárie da escravidão ocorrida no Brasil.”
Com informações da Anamatra

Veja como tirar documentos digitais pelo celular, sem enfrentar filas, no Gov.br
Caramelo que vivia nas ruas de Fortaleza é adotado e se muda para a Suíça
Dólar derrete após cessar fogo no Irã; menor nível desde maio de 2024
Tratamento contra câncer de mama que não cai cabelo já está disponível no SUS
Homem que vive na rua escreve bilhete pedindo ajuda para tratar cachorrinho doente… e consegue
“Deus salvou a gente”, diz motorista de carro atingido por árvore durante tempestade
México copia o SUS do Brasil e anuncia sistema de saúde gratuito para todos
Jovem herói que salvou 7 pessoas em incêndio disse para a mãe que “apenas caiu”; homenagem
Restaurante dos sortudos já fez 5 clientes ganharem na loteria e ficarem milionários
Coelhinho resgatado aprende a jogar Jenga e vira campeão; vídeo