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Por amor, mulher larga tudo para cuidar de marido que teve AVC. ‘Meu 1º namorado’

Monique de Carvalho
26 / 10 / 2023 às 08 : 11
A mulher passou a cuidar integralmente do marido após ele sofrer um AVC, em 2022. - Foto: arquivo pessoal
A mulher passou a cuidar integralmente do marido após ele sofrer um AVC, em 2022. - Foto: arquivo pessoal

Com orgulho e um sorriso no rosto, a dona Darci Sebastiana Berto Pereira, de 70 anos, conta que o José Carlos Pereira, de 72 anos, sempre foi o amor da vida dela. Juntos há 52 anos, hoje, a mulher dedica a vida para cuidar do marido, que teve um AVC em 2022 e ficou totalmente dependente dela.

Faxineira aposentada, ela deixou tudo de lado, inclusive o cuidado com a própria saúde, para que seu José tivesse a chance de se tratar. Companheiros desde os 20 anos, ela não se arrepende de nada, apesar das dificuldades que o casal vem passando nos últimos meses.

“Sempre foi um exemplo de marido e pai, trabalhador, honesto, e também foi um exemplo de filho. E enquanto vida eu tiver, por ele eu vou lutar”, afirmou dona Darci, em entrevista exclusiva para o Só Notícia Boa.

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Amor da vida inteira

Seu José e dona Darci se conheceram ainda jovens, com apenas 20 anos. Eles foram o primeiro amor da vida um do outro e nunca mais se separaram.

“Por incrível que pareça, foi meu primeiro namorado, e eu a primeira namorada dele”, disse orgulhosa a esposa.

A mulher lembra que quando o marido estava saudável, sempre foi uma pessoa presente na família.

“Por isso eu luto muito pela saúde dele. Sempre me ajudou em casa nos afazeres”, disse a esposa.

O AVC

Seu José teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2022 e perdeu os movimentos. Dona Darci passou a viver para o marido. É ela quem dá banho, faz comida, limpa a casa e dá toda a assistência que José Carlos precisa.

“Ele ficou com sequelas sérias, não se locomove e a fala foi afetada”, explicou.

Seu José precisa de fisioterapeuta e, como eles moram em uma cidade pequena, Em São Pedro (SP), a família é obrigada a pagar pelo tratamento.

“Na minha cidade não tem CER pois é pequena e a fisioterapia está sendo em domicílio (paga)”, explicou.

Ganham 1 salário mínimo

A esposa explica que hoje, o que eles ganham como aposentados não está sendo o suficiente para manter as contas da casa e o tratamento do seu José. Ele sempre trabalhou de pedreiro e ela de faxineira.

“Somos aposentados com 1 salário mínimo. Pagamos aluguel, água, luz etc. Não temos qualquer outra renda e nem benefício de nenhum órgão”, contou dona Darci.

O casal teve duas filhas que são casadas e dão a assistência que os pais precisam, mas elas também não têm condições financeiras para custear todo o tratamento do seu José Carlos.

“Eu que cuido dele. Fica só na cadeira de rodas que é emprestada assim como a de banho”, explicou dona Darci.

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Tudo por ele

Para dona Darci, o amor que ela sente pelo marido vale todo sacrifício. Ela também está doente.

“Tenho um aneurisma na Aorta que passa pelo estômago, parei com o medicamento para deixar para comprar o dele”, contou.

“Tenho que fazer um acompanhamento vascular a cada 6 meses para ver se esse aneurisma não aumentou de diâmetro”. E ela não sabe como seguirá fazer o acompanhamento médico com o dinheiro que recebem.

Dona Darci também possui problema de surdez. Em um ouvido ela perdeu 100% da audição e no outro tem apenas 50%.

“Não tenho como pagar uma pessoa pra cuidar dele, então eu faço serviço de casa, lavo roupas 3 vezes por dia e outros”.

Vaquinha para o casal apaixonado

Dona Darci disse que não queria pedir nada para ela, mesmo precisando de alguns cuidados médicos também.

“Preciso muito de ajuda para pagar o fisioterapeuta que venha em casa, já estou com muitos débitos para com ele. Pensamos em parar, porém o neurologista que atende pelo SUS pediu pra não fazer isso, pois é muito importante pra circulação sanguínea do cérebro, pernas e braços”, explicou a esposa.

“A fisioterapeuta disse que ele tem 90% de chance de voltar a andar. Por isso vou fazer de tudo”, disse a esposa, esperançosa.

A vaquinha é para custear o tratamento do Seu José por aproximadamente seis meses e pagar uma cuidadora para que dona Darci consiga buscar recursos para seguir ajudando o marido.

“Acredito no ser humano e tenho o maior orgulho do esposo e pai das minhas filhas. E que vale a pena amar”, finalizou.

Então vamos ajudar esse casal? Com apenas R$ 1 real você já pode fazer a diferença na história deles.

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ou pelo site do Só Vaquinha Boa, clicando aqui.

 

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