Percentual de pessoas em situação de extrema pobreza cai no Brasil

O Brasil está menos pobre – mas tem q melhorar! Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza caiu em 2022. Os números diminuíram, respectivamente, de 36,7% para 31,6% e 9,0% para 5,9%, comparado a 2021.
O instituto considerou os parâmetros do Banco Mundial de US$ 2,15/dia para extrema pobreza e de US$ 6,85/dia para a pobreza, em termos de Poder de Paridade de Compra. A queda no índice está ligada aos programas de transferências de renda e a melhora na economia e mercado de trabalho.
“Isso mostra a importância das transferências de renda para a composição da renda dos domicílios das pessoas extremamente pobres e a maior influência do mercado de trabalho na composição da renda da população pobre”, disse André Simões, analista da pesquisa.
Queda em todas as regiões
De 2021 a 2022, a extrema pobreza e a pobreza recuaram em todo o país. Entre as maiores quedas, estão o Norte (-5,9 p.p e -7,2 p.p) e Nordeste (-5,8 p.p e -6,2 p.p).
“Essas regiões concentram o maior volume de pessoas nessas situações e também são as regiões onde há um maior impacto dos programas sociais de transferência de renda”, disse André.
Em 2022, o IBGE registrou 67,8 milhões de pessoas na pobreza e 12,7 milhões em extrema pobreza. Um recuo significativo de 10,2 milhões e 6,5 milhões, respectivamente.
Desigualdade aparente
As pessoas pretas ou pardas representavam mais de 70,0% dos pobres ou extremamente pobres.
Em 2022, 40% das pessoas de cor ou raça preta ou parda eram pobres. O patamar é duas vezes superior à taxa da população branca (21%).
Mesmo com a desigualdade social, o país conseguiu avançar um pouco e reduzir os números.
Rendimento do trabalho
O rendimento do trabalho foi responsável por 27,4% do rendimento do grupo extremamente pobre.
Para aqueles em situação de pobreza, o rendimento do trabalho equivale a 63,1% da renda.
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Impacto de programas sociais
Grande parte da renda de pessoas que vivem na extrema pobreza vem de programas sociais.
Além de ajudar a compor a renda familiar, os benefícios sociais governamentais também ajudaram na redução da extrema pobreza.
O estudo analisou a hipótese de não existirem os referidos programas. Nesse cenário, a extrema pobreza teria sido 80% maior. O percentual saltaria de 5,9% para 10,6%.
Já na situação de pobreza, os dados passariam de 31,6% para 35,4%.

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