Bebê de baleia-jubarte nasce no Rio de Janeiro; primeiro da temporada

O Rio de Janeiro registrou o nascimento de um bebê baleia-jubarte. Foi o primeiro em águas cariocas da temporada!
A notícia boa alegrou os pesquisadores do Projeto Baleia Jubarte, que acompanharam tudo de perto e disseram que esse tipo de nascimento é raro na região.
“Foi muito inesperado, a gente sempre fica numa expectativa grande de quando veremos o primeiro filhote da temporada. Aí, hoje, aconteceu! É um filhote bem pequeno, bem clarinho, bem característico de um recém nascido. Aqui [no Rio], é muito raro ver isso. Mas isso indica que o Rio de Janeiro tem boas condições para ter o nascimento dos filhote”, explicou a bióloga e pesquisadora, Bianca Righi, de 31 anos.
Bebê Bossa Nova
E os pesquisadores que estavam a bordo da embarcação, disseram que o momento foi mágico.
O nascimento foi registrado na última sexta-feira (05) e o bebêzinho recebeu um nome muito especial: Bossa Nova! Mais carioca impossível, não é?
Há somente o registro de um outro filhote nascido no Rio, no ano passado.
Segundo Bianca, apesar do ambiente carioca ser muito diferente do banco dos Abrolhos, o nascimento pode indicar algo mais.
“Se os filhotes estão nascendo aqui, então a gente pode dizer que é uma área de reprodução também”, afirmou.
Leia mais notícia boa
- 130 baleias encalhadas em praia são resgatadas e salvas na Austrália
- Voluntários salvam baleia encalhada na praia em SC. Ela voltou ao mar; vídeo
- Profissionais salvam 16 baleias encalhadas no RN; levadas para mar aberto
Águas quentinhas
As baleias vêm da Antártica e rumam ao Nordeste do Brasil em busca de águas mais quentinhas. Nessas condições, os animais encontram o ambiente perfeito para se reproduzirem e terem seus filhotes.
Nascer em águas térmicas é muito importante para os pequenos, uma vez que eles precisam de temperaturas elevadas para conseguir sobreviver.
É durante junho e agosto que as jubartes são vistas no Rio de Janeiro, no momento do deslocamento.
Projeto para preservação
Caçadas no país desde 1602, as baleias chegaram a quase se tornar um grupo próximo à extinção.
Mas em 1987, uma lei federal proibiu a captura e o molestamento internacional de toda espécie de cetáceo em águas jurisdicionais brasileiras. Aí começava a conservação da espécie por aqui.
Hoje, estima-se que há em torno de 30 mil animais no Brasil e o número é muito comemorado por Enrico Marcovaldi, de 61 anos e diretor do Projeto Baleia Jubarte.
Em 1988, ele descobriu uma pequena população de baleias-jubarte no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.
“Na época, isso foi uma descoberta muito rara, porque as baleias-jubarte estavam praticamente extintas. A partir disso, criamos o projeto dentro do Parque Marinho dos Abrolhos. Nossa primeira estimativa populacional foi no princípio da década de 90, eram de 2 mil. Agora, o último senso que a gente fez, são mais de 30 mil baleias. Provando que a população se recuperou de verdade, ocupando antigas áreas de reprodução”, finalizou em entrevista ao O Dia.
Que notícia boa!

“Se Eu Fosse Você 3” ganha data de estreia e traz Glória Pires e Tony Ramos juntos de novo
Cachorrinho de apartamento conhece fazenda, vira agrocão e vive “maior felicidade do mundo”
Anvisa aprova remédio contra ondas de calor da menopausa sem uso de hormônios
Concursada excluída das cotas raciais toma posse no Itamaraty, após acordo
Vídeo de idoso do EJA desenhando e aprendendo a escrever “ovo” comove as redes; assista
Brasileiro cria jetski de madeira no PA e recebe visita da Marinha, após vídeo viralizar
Meta baixa preço dos óculos inteligentes para aumentar vendas: veja valor e funções
Volta de Neymar à Seleção contra a Escócia é destaque na imprensa mundial
Pix por aproximação agora mostra saldo antes do pagamento; entenda a mudança