Juiz cego toma posse na Justiça Trabalhista para fazer a diferença

O paranaense Márcio Aparecido da Cruz Germano da Silva tomou posse como o primeiro juiz de 1º grau cego da Justiça do Trabalho no país. O Só Notícia Boa contou a história de superação dele: filho de diarista e com dificuldades financeiras, venceu e chegou onde sempre quis.
Márcio Silva assume como juiz no quadro do Tribunal Regional do Paraná (TRT9). Nas redes sociais, ele comemorou a realização e pretende trabalhar pela inclusão, fazendo a diferença.
“Após muitos anos de dedicação, persistência e resiliência, finalmente recebi o resultado de minha aprovação na prova oral, quarta e última etapa eliminatória do II Concurso Nacional Unificado para a Magistratura do Trabalho.”
Desafios e metas
Filho de mãe diarista, Márcio, de 44 anos, perdeu a visão de forma progressiva a partir dos 4 anos. De acordo com ele, houve um erro médico. Agora, como juiz, ele disse que quer fazer a diferença.
O novo magistrado comemora o fato de haver mais material em braile e da inclusão estar em pauta. Mas, segundo ele, é preciso mais.
Entre os avanços para as pessoas com deficiência, de acordo com o juiz, estão na automatização e nos processos via on-line.
Superação e vitória
No caso do juiz, ele disse que nada o limitou, embora tenha esbarrado na ausência de apoio, de material em braile e de oportunidades, jamais desistiu.
A primeira vitória foi a aprovação no concurso para servidor do TRT, ali, ele disse ter percebido que iria avançar e conseguir o que tanto desejava: ser juiz.
Determinando, Márcio seguiu firme, intercalando horas de estudo e a dedicação ao trabalho. Após tanto empenho, veio a vitória.
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Posse dos novos juízes
Em uma cerimônia, o desembargador Célio Horst Waldraff recebeu os 229 servidores recém- aprovados no TRT do Paraná, dos quais 13 assumem como juízes.
“Nós estamos aqui para servir o povo e para atender a esse longo catálogo de direitos que a Constituição se comprometeu a concretizar na vida das pessoas”, afirmou o desembargador.
Para a futura juíza Thais de Almeida, é preciso compreender a lei de forma mais ampla. “É preciso aprofundar cada vez mais o entendimento do trabalho na construção da dignidade e a importância do trabalho como ato humano”, observou.
Após a posse, as novas juízas e os novos juízes iniciarão o Curso Nacional de Formação Inicial (CNFI), que é organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), segundo reportagem do TRT do Paraná.

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