Mãe que estudou anotando tudo à mão, por não ter impressora, passa em concurso da Caixa

Sem impressora e com um filho pequeno, Elisângela Silva Tokunaga apelou para o estilo antigo para garantir seu sonho. A mãe estudou, anotando tudo à mão, e assim foi aprovada no concurso público para a Caixa.
A determinação de Elisângela é uma inspiração. Filha de pais analfabetos, trabalhadores rurais e sem condições financeiras, ela aprendeu cedo que o estudo é o caminho para avançar.
“Depois que a gente é aprovada, a gente pergunta; ‘por que eu vou parar?’. Quando a gente sente o gostinho [da vitória], já pensa quem sabe em fazer outro concurso e mudar a minha vida”, afirmou.
Estudo e escrita à mão
Do interior de São Paulo e, na época com um filho de colo, a mãe decidiu que nada seria impedimento para ela. E, não foi.
Apesar das dificuldades financeiras, Elisângela burlou as limitações com o que tinha. Transcreveu leis, normas, regras e PDF inteiros em cadernos.
Também apelou para os mapas mentais de cada assunto importante. A cada prova, ela persistiu, e, após muitas tentativas e obstáculos, a vitória veio: foi aprovada no concurso da Caixa Econômica Federal.
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O que fez de diferente
Após chegar perto da aprovação, sem conseguir o sucesso, Elisângela disse que resolveu mudar o método de estudo.
“Eu estudei por blocos até esgotar o assunto”, disse a mãe, que seguia cuidando do bebê e da família. “Chegou um ponto que eu tinha estudado tanto que faltava pouco.”
Segundo a mãe, no caso dela, o segredo foi refazer as anotações. “Busque algo que te motive e busque força dentro de força e não preste atenção só nas dificuldades.”
Persistindo nos sonhos
Para Elisângela, o sonho é o estímulo de vida. “É possível para quem tem filho, não tem apoio da família nem uma mesa confortável”, afirmou.
Segundo a mãe, desistir é uma palavra que não existe no vocabulário das pessoas determinadas. “Às vezes é preciso desistir do eu de hoje para construir o eu do amanhã.”
De acordo com a concurseira, uma certeza a guia: “Pelos estudos, tento melhorar minha vida e dar orgulho para a minha mãe”. A história dela foi contada por Gabriel Granjeiro.

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