Cientista cria combustível feito com algas marinhas malcheirosas; menos poluente

Algas marinhas e resíduos das destilarias de rum de Trinidad e Tobago são transformados em combustível, menos poluente do que os usuais, para consumo geral. Isso porque um grupo de pesquisadores locais resolveu se dedicar à busca de solução para o mal que dominava as praias do país.
O estudo é coordenado por Legena Henry, que pesquisa energia sustentável no campus de Cave Hill da Universidade das Índias Ocidentais. Ela e sua equipe trabalham na criação do primeiro produto sob a marca Rum and Sargassum.
O produto é uma mistura que produz energia quando queimada e que eles não tinham ideia de que funcionaria quando começaram. Por enquanto, o combustível está em fase de testes.
Estudos em equipe
“Um dia, na aula, enquanto discutíamos sobre transporte, uma aluna levantou a mão e disse: ‘Estou vendo todos esses veículos elétricos em Barbados, mas não posso pagar por um carro elétrico’”, afirmou a professora sobre o início das pesquisas.
Segundo a cientista, a partir daí resolveu pesquisar sobre como fazer a transição de 150.000 carros a gasolina para combustíveis alternativos.
De acordo com ela, dois terços dos veículos do país são movidos por combustíveis derivados da cana-de-açúcar. Porém, essa indústria diminui no país e, em breve não conseguirá fornecer matéria-prima suficiente.
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Ideia coletiva
Diante da possibilidade de redução da indústria canavieira, a estudante Brittney McKenzie sugeriu o uso de algas sargaço. Ela poluem as praias de Barbados, matam os peixes e incomodam os turistas.
Segundo a professora, sem muito tempo para novas ideias, ela decidiu “comprar” a sugestão da aluna. Foi então que houve a surpresa: o esforço coletivo rendeu energia das algas marinhas e dos resíduos.
A expectativa é remover cerca de 103.000 toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono anualmente em Barbados, segundo GNN e TrinidadExpress.

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