Detentos plantam árvores para ajudar na recuperação deles e da natureza

Uma semente de esperança cresce no sistema prisional do Rio de Janeiro: Detentos estão plantando árvores para ajudar a natureza e na socialização deles. É o projeto Bases Florestais que abre uma chance para uma vida diferente!
A ideia foi desenvolvida pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e oferece a oportunidade de aprender sobre o cultivo de mudas nativas de Mata Atlântica. Além disso, os participantes contribuem para a recuperação ambiental do estado.
A iniciativa deu super certo e reduziu a reincidência criminal. Enquanto a taxa média de reincidência no Brasil é de 40%, entre os participantes do projeto o índice caiu para 20%.
Dois objetivos
O projeto Bases Florestais nos Presídios tem uma abordagem dupla. Além de beneficiar o meio ambiente, também beneficia a sociedade.
Com a reintegração social, os detentos são capacitados para atuar em viveiros. Assim, quando saem da reclusão, estão preparados com oportunidades de trabalho.
Além disso, as mudas cultivadas são utilizadas na recuperação de matas ciliares e mananciais, fundamentais para a conservação da água e para o combate às mudanças climáticas.
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Áreas reflorestadas
Atualmente o projeto funciona em quatro unidades prisionais cariocas.
Desde o início, já foram cultivadas mais de 4,5 milhões de mudas.
Em números, as mudas representam mais de 2 mil hectares reflorestados.
Que exemplo para o sistema penal brasileiro, né? Imagina isso em todos os estados!
Ferramenta para transformação
O grupo passa por um longo treinamento, que aborda diferentes áreas.
Tudo começa com a identificação e cultivo de espécies nativas. Depois, aprendem sobre controle de pragas e a como mexer no solo de maneira sustentável.
Por último, o uso das ferramentas e equipamentos agrícolas também é ensinado.
Desafios para o futuro
Apesar dos avanços, o projeto enfrenta alguns desafios.
A ampliação para mais unidades prisionais ainda é estudada. A garantia dos recursos financeiros para que seja possível expandir as atividades, também é uma questão.
Outra ação é garantir que, após o cácere, os ex-detentos consigam encontrar oportunidades na área no mercado de trabalho.

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