Vacina contra câncer de rim: pacientes estão sem a doença há 3 anos

Que notícia boa! Uma nova vacina personalizada contra o câncer de rim teve resultados impressionantes: 3 anos depois, os nove participantes que participaram do tratamento experimental continuam livres da doença.
Os resultados foram publicados na renomada revista Nature e trouxeram otimismo à comunidade científica. O estudo, conduzido pelo Dana-Farber Cancer Institute, nos Estados Unidos, ajudou o sistema imunológico a identificar e eliminar células cancerosas restantes.
Diferentemente do tratamento tradicional, que envolve cirurgia e imunoterapia, a nova abordagem com a vacina personalizada pode representar um grande avanço. “Nós escolhemos alvos que são exclusivos do câncer e diferentes de qualquer parte normal do corpo, para que o sistema imunológico possa ser efetivamente ‘direcionado’ para o câncer de uma forma específica”, disse Toni Choueiri, Diretor do Lank Center no Dana-Farber.
Como funciona
A vacina personalizada é feita sob medida para cada paciente. O grupo usa o tecido do tumor removido na cirurgia para identificar características exclusivas do câncer, as chamadas neoantígenos.
Esses fragmentos são usados para treinar o sistema imunológico do doente e reconhecer e atacar as células com câncer.
A pesquisa também usa algoritmos avançados. Com eles, os cientistas selecionam os neoantígenos mais eficazes para estimular ainda mais a resposta imunológica. A vacina é administrada em doses reforçadas, que garantem a memória imunológica por um tempo maior.
Leia mais notícia boa
- Brasil amplia idade para a vacina da dengue em todo país: até 59 anos
- Vacina do Butantan contra Chikungunya tem 98% de sucesso, um ano depois
- Mãe e filha comemoram remissão do câncer; felicidade em dose dupla
Resposta após 3 semanas
Durante o estudo, o grupo observou uma resposta dos pacientes após três semanas de vacina.
O número de células T, responsáveis por combater o câncer, aumentou 166 vezes. Detalhe, o valor continuou alto após três anos.
Além disso, as células também se mostraram mais ativas contra o tumor.
Os efeitos colaterais foram leves, com reações locais no local da injeção e sintomas parecidos com os da gripe.
O futuro
Apesar dos resultados positivos, os profissionais indicam que é preciso aumentar o número de pacientes no estudo.
Um novo ensaio clínico internacional está em andamento e vai avaliar a vacina em combinação com a imunoterapia padrão.
Se os resultados se confirmarem em larga escala, a abordagem pode revolucionar o tratamento do câncer renal e abrir caminho para a produção de vacinas personalizadas.
Vai ciência!

Bad Bunny defende países latino-americanos na final do Super Bowl e faz história
Cão resgata menino com autismo perdido na neve e vira herói nos EUA
Mulher descobre que amiga de infância, por correspondência, fez o parto dos filhos dela; “boquiaberta”
Viola Davis apoia Michelle Obama nas redes, contra racismo de Trump, e vídeo bate 22 milhões
Nova vacina experimental contra HIV, em dose única, ensina o corpo a se defender da doença; pesquisa
País tem recorde na colheita de batata e distribui excedente para a população
Empresário contrata o jovem que devolveu Pix de R$ 200 mil enviado por engano em Goiânia
Camila Queiroz doa leite materno 1 mês após o parto e incentiva mães a salvarem bebês prematuros
Quem é a aluna sem internet aprovada na universidade, que foi avisada pela diretora; vídeo
A história incrível do filho de pedreiro aprovado em 1º lugar em Medicina na USP; sem computador
Começa Restaurant Week edição Copa do Mundo; menu completo a partir de R$ 59,90