Ratos surpreendem ao dar primeiros socorros a parceiros inconscientes; empatia animal

Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram que ratos fazem primeiros socorros e tentam reanimar os companheiros que estão inconscientes.
Quando a neurocientista Li Zhang anestesiava ratos para suas pesquisas, notou um comportamento incomum. Quando devolvia os animais para o cativeiro, os companheiros cutucaram e mordiscavam o rosto do bichinho.
Ao verificar o comportamento instintivo dos roedores mais a fundo, Li descobriu que os pequenos animais não apenas percebem quando um companheiro está em uma situação de risco, mas respondem a isso de maneira organizada e persistente. A descoberta, publicada na revista Science, levantou várias questões sobre empatia no reino animal.
Comportamento para ajudar
Ao analisar os comportamentos, os especialistas notaram que os ratos passavam por diferentes fases durante o “resgate”.
Primeiro, se aproximavam para farejar e lamber, como se tivessem tentando identificar a situação.
Depois, cutucaram o companheiro e, em alguns cenários, chegaram até a puxar a língua do animal para fora.
Com isso, conseguiram desobstruir as vias respiratórias e acelerar a recuperação do animal inconsciente.
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Empatia ou curiosidade?
O estudo foi controverso e recebeu críticas de outros cientistas.
Alguns argumentaram que o comportamento pode ser motivado apenas pela curiosidade.
Outros, afirmavam que os ratos agiam de tal maneira diante de um companheiro que não respondia aos estímulos normais.
Para validar a tese da empatia, os pesquisadores repetiram o experimento por cinco dias consecutivos. Se fosse apenas curiosidade, esperavam que o interesse dos ratos diminuísse com o tempo.
Neurônios ligados
Mas o que aconteceu foi o oposto: as tentativas de reanimação aumentaram ainda mais.
Além disso, o grupo reparou que os neurônios ligados à produção de ocitocina, um hormônio associado ao comportamento social e ao cuidado, estavam ativados durante todas as tentativas de ajuda.
Próximos passos
Os pesquisadores agora querem pesquisar até onde a empatia pode ir.
Nos próximos estudos, vão investigar se os comportamentos aparecem em outras situações de estresse e qual o impacto deles na sobrevivência dos grupos.

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