Ostras têm proteínas que matam bactérias da pneumonia, descobre estudo

Cientistas australianos descobriram que a chave para enfrentar infecções pode estar no mundo do mar: as ostras têm proteínas que conseguem eliminar bactérias perigosas causadoras de pneumonia.
O estudo, publicado na revista Plos One este mês, foi realizado por pesquisadores da Southern Cross University, na Austrália. Os resultados mostraram que a proteína encontrada na hemolinfa da ostra, além de matar bactérias, também melhora o efeito dos antibióticos tradicionais.
“Há muita excitação sobre a descoberta deles porque eles frequentemente contêm tipos interessantes de mecanismo que ainda não vimos”, disse em entrevista ao The Guardian, o médico infectologista e microbiologista clínico da Universidade de Sydney.
Proteína contra infecções
Em testes de laboratório, a proteína foi altamente eficaz contra a Streptococcus pneumonia, responsável pela pneumonia, e a Streptococcus pyogenes, que causa faringite e escarlatina.
Além disso, quando combinada com antibióticos, a substância conseguiu aumentar de duas a 32 vezes a eficácia desses medicamentos contra outras bactérias.
Outro aspecto muito promissor levantado pelos cientistas foi a capacidade de romper biofilmes. Os biofilmes são comunidades bacterianas que aderem a superfícies e dificultam a ação dos antibióticos. Ao quebrar os biofilmes, a proteína da ostra pode tornar os tratamentos mais eficazes.
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Comer ostra funciona?
Apesar do entusiasmo, o grupo alertou que não é para sair por aí se acabando de comer ostra.
Ainda não se sabe se a ingestão da proteína poderia trazer benefícios diretos ao organismo humano porque as proteínas antimicrobianas podem ser degradadas pelo sistema digestivo antes de chegarem ao alvo.
Além disso, aquecê-la reduziu seu efeito antimicrobiana, o que significa que comer ostras cozidas não teria o mesmo efeito.
Novo caminho
A resistência a antibióticos é um dos maiores desafios da medicina.
Com a descoberta de novos antimicrobianos naturais, como a proteína nas ostras, os pesquisadores oferecem um futuro com tratamentos mais eficazes.
Diante da crescente adaptação das bactérias a remédios mais convencionais, especialistas acreditam que os compostos naturais podem ser uma alternativa viável.

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